Data do show:
16/06/2007
Bandas:
Unmaker, Rhestus, Vulkro, Krisiun, Orquídea Negra, Necropsya
Local:
Clube 1° De Junho - São José/SC
Por:
Filipi (18/06/2007)
 
2° VOOADERA FESTIVAL
 
A segunda edição do Vooadera Festival foi realizado em São José (grande Florianópolis) Santa Catarina no dia 16 de junho de 2007, e teve como atração principal Krisiun junto com as bandas Vulkro (São José-SC), Rhestus (Timbó-SC) Orquídea Negra (Lages-SC), Unmaker (Vale dos Sinos-RS) e Necropsya (Curitiba-PR).

A primeira apresentação ficou por conta do Unmaker, aproximadamente as 20:06, vinda do Rio Grande do Sul, com uma proposta bem diferente. O show começou com a intro Join the Carnage do EP Rape Reality mantendo a qualidade durante o show. De inicio não possuía todo o público, mas logo foram chegando. As musicas foram muito bem executadas principalmente Rape World, Destroy Create e Wake Up que deram mais empolgação ao público. O som estava na frente meio embolado principalemente na bateria, estava muito abafada e mesmo quando tinha partes tocadas sozinhas como o inicio da Wake Up, ficou evidente o quanto baixo estava. Destaque para a banda além dos guitarristas que compõem muito bem levando o som da banda entre um trash/heavy oitentista com peso alinhado com cavalgadas era o vocalista Clark que conseguia variar o vocal entre guturais, ragados e agudos. Fazendo apreciação de uns e cara feia de outros que não gostaram muito dos vocais limpos alegando perda de agressividade. A pequena discordância do público não se rendeu a covers como Holly Diver (Dio), When Satan Rules this World (Deicide) e Stripped, Raped And Strangled (Cannibal Corpse).

As 21:53 começa a tocar Rhestus, banda vinda de Timbó, muito conhecida na cena catarinense pelo thrash metal rápido, solado e agressivo por conta dos vocais bateria e guitarras. Poucos problemas foram apresentado no show, como a guitarra do vocalista Fantasma, que deu uma diminuída severa em duas musicas, deixando muito baixo as primeiras cavalgadas. Foram executado clássicos da Rhestus como Bullet in Point e Insane War. Mas também apresentando musicas novas como Games of Joy, Games of War e clássicos do Destruction como Mad Butcher seguido de Curse the Gods. O fato da banda já ser conhecida nas redondezas contribuiu para o aparecimento de mais pessoas que se encontravam no espaço de fora levando o show a mais exaltação que o do primeiro. A bateria ainda continuava baixa diferente do baixo que estava muito alto em relação aos outros instrumentos.

Em seguida Vulkro começa a tocar as 23:11 com seu Doom/Death Metal carregado de peso e um vocal muito agressivo. Única banda local a se apresentar na noite foi favorecida também pelo o público. Nenhuma dificuldade foi apresentada na aparelhagem, isso talvez se deve pela a proposta do som da banda e também ter apenas uma guitarra. As musicas antigas tiveram suas versões alteradas principalmente em Violin Of Hell, com mais pegadas rápidas tanto na parte da guitarra por trabalhar mais o peso nas cavalgadas e também na bateria com adição de seqüências separada de pedal duplo. O show foi bem representado pela presença de palco, os integrantes com maquiagens de guerra e agitação nas musicas.

As 00:48 inicia o show do Krisiun com uma intro provavelmente da nova turnê. O som estava muito bom nos instrumentos, apesar de algumas bandas tiveram danos por parte da aparelhagem por usarem duas guitarras, principalmente nas partes pesadas, o som do Krisiun estava em bem definido nesta parte em relação a bateria. Porem em partes de muito peso e bate estacas onde as guitarras elaboravam o peso e diminua-se a tonalidade do peso com escalas, não ficava muito claro pela questão do baixo está distorcido para segurar os peso tanto no solo quando nessas diminuição. Com certeza era o show esperado da noite pela a exaltação do público. As musicas mais antigas e novas ficaram tão pesadas quanto o ultimo show em São José, notava-se pelo o uso da guitarra de 7 cordas que deu imensa diferença. Mesmo com toda harmonia a bateria não estava tão precisa quanto das outras vezes por parte do equipamento. O mesário teve que aprender durante o show. Algumas musicas apresentadas foram Conquerors Of Armageddon, Kings Of Killing, Murderer e musicas do novo álbum. Para finalizar, o público inquieto pedia sempre para tocar Black Forces Domain que foi logo atendida logo depois do cover In League With Satan (Venom).

Depois da atração principal veio ao palco o Orquídea Negra, vinda de Lages. Banda muito conhecida também no cenário Heavy metal. O show inicia com o cover do Black Sabbath, Sabbath Blood Sabbath. Sobre o som, estava mais nítido, dando uma ótima apresentação tanto nas musicas quanto na presença de palco dos integrantes. Algumas pessoas saíram logo depois da banda principal, não dando valor para as duas ultimas bandas participantes do festival, muitos dependiam de ônibus, mas era apenas desculpas, pois neste horário não haviam para fazer o transporte. Infelizmente não pude cobrir total o show deles pois tive que resolver problemas fora do show.

Por último tocou a banda de thrash curitibana Necropsya. Com um som oitentista mas vocal bem rasgado, juntamente com riffs pesados que não se perderam nos solos. O som finalmente teve boa nitidez, depois de 5 bandas finalmente o “técnico de som” aprendeu sua função, mas teve desconto pela a banda não possuir bate estacas e também favorecida por uma guitarra. As musicas apresentadas no Myspace, sem dúvidas estavam bem superiores ao vivo. A presença de palco estava voltada para o guitarrista que mostrava com pulos a grande influência de Dimebag Darrel, fazendo o pouco do público que sobraram ainda balançar a cabeça.

Problema da noite praticamente foi alguns do som. Algumas coisas prejudicaram as bandas, nitidez nos problemas somente quem estava grudado nas grandes caixas que amplificavam para todo o lugar. Evento muito bem divulgado e infelizmente o que não é novidade nos shows na região de Florianópolis, são os infelizes que se dizem gostar de metal não irem ao show e ficarem reclamando em casa de preço de ingresso, infantilidade e de não terem capacidade de fazer um evento de qualquer porte e ficar falando mal dos outros. Isso acontece muito aqui, pessoas que falam muito e fazem pouco. Pessoas que não curtem som, curtem apenas ficar reclamando.

A organização está de parabéns pela pontualidade e credibilidade com as bandas que tocaram. O lugar tem realmente problemas com acústica, mas o som estava bom mesmo assim. Parabéns os que se esforçam para ativar o metal e fazer seu real intuído! Parabéns!
 
 
Por Filipi (18/06/2007)
 

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