Data do show:
20/01/2007
Bandas:
Alocer, Arum, Idolum Diabolicum E Infernal War 666
Local:
Garage Bar - Joinville/SC
Por:
Filipi (24/01/2007)
 
EXTREME FEST
 
Em Joinville foi realizado no dia 20 de janeiro de 2006 o Extreme Fest com as hordas Alocer(PR), Arum (SP), Idolum Diabolicum (PR) e Infernal War 666 (SC) casa de show Garage já conhecida pelos freqüentadores de musica extrema. O lugar é bem fácil de chegar e se diga bem localizado para quem chega da BR 101 SC.

Como de costume o show marcado para as 23:00 começou por volta da meia noite com nova horda paranaense Idolum Diabolicum. Para quem esperava algo parecido com Amem Corner por causa de alguns membros apenas ficou esperando, pois o som não possui nada em comum. Apresentando um som agressivo e reto com mínimas paradas o som apresenta grande característica na velocidade de Anderson (baterista) que se concentra em bate estacas junto ao toque do bumbo duplo. Nas primeiras musicas percebi grande postura do baixo. Diria que é uma característica do próprio Solfieri e alguns pontos a guitarra não se fazia muito presente com essa diversidade de trabalho em cima do instrumento que poucos valorizam. A guitarra de Lokian se encontrava um pouco baixa, mas deu para sentir o que estavam passando, existia apenas dois solos que eu pude notar, simples, rápido e sem virtuosismo pois o som estava voltado mesmo para agressividade. Vocal também ficou bom mas não tive a oportunidade de pegar o nome dele.

Logo entrava mais uma horda paranaense o Alocer que dedicou todo o show ao seu baterista Dagon, que aqui já não faz, mas presente. Começa o show com uma musica intro e logo executam o hino Forest Ritual. O show era em parte uma homenagem e contava com o Ashmedai novo baterista que mostrou uma ótima substituição, concentrando-se em batidas alternadas bem Impaled Nazarene. Chamando atenção também para o fato de além de Devilish (vocalista), os membros Demona (guitarra) e Shemhamforash (baixo) contribuírem para a confecção dos hinos. Alguns eram do primeiro CD onde Demona guitarrista faz agora os vocais limpos. Percebe-se que o intuito do Alocer é fazer um som agressivo voltado para a bateria mais alternada e com vocais rasgados mais agudos acompanhado de alguns solos e algumas partes em vocais limpos. Alguns solos prevaleceram, e novamente a guitarra ficou baixa, não atrapalhando o show.

Infernal War 666 única horda a representar do cenário catarinense na noite, fez um grande show como as outras bandas, mas com um discurso mais crítico, agressivo assim como seus instrumentos usados no palco deixaram o publico mais fervoroso. O som das guitarras melhorou em relação aos primeiros shows, mas o bumbo estava um pouco abafado, atrapalhando um pouco no meu ver o trabalho de bumbo duplo de E.Lord Wizard. Executando um black metal também agressivo como as outras, seu som é totalmente voltado sem duvidas a guerra, com riffs feitos pelo o trio Pazuzu (guitarra), Of the Night (guitarra) e Baalberith (baixo) retos sem paradas com pitadas melancólicas sem perder a velocidade. Destaque foi ao som sem pausas, executado de forma sem fôlego para respirar e presença agitada no palco e guturais de Armageddom .

Fechando o show Arum mostrou guitarras rápidas e melancólicas. Diferencial era os intervalos dentro da mesma musica onde entrava o violão de Fernanda Ferretti, diria que no estilo barroco reproduzido ao vivo. Vocalista ao certo não tinha, pois Marcelo Miranda (guitarrista) e David Suria (baixista) compartilhavam os vocais. Baixo muito bem trabalhado que chamou muita a atenção. O baterista João Gobo utilizava as baquetas como bateristas de blues e na hora dos bate estacas percebia não tocar o chimbal cruzado com a caixa. Os bate estacas não era muito veloz com pausas para não ficar intenso, mas as pegada de bumbo foi bastante forte. A horda mistura som médio rápido com partes calmas trabalhadas. Os instrumentos estavam todos em harmonia sem problemas.

Obs: Notei grande diferença no som de hordas que trouxeram seus amplificadores de guitarra. No caso Infernal War e Arum. As outras hordas sofreram um pouco na guitarra por conta do equipamento local, deixando a guitarra um pouco abafada. Amplificadores fazem uma grande diferença vale a dica para quem tem equipamentos bons em casa e não confiarem nos cedidos.
 
 
Por Filipi (24/01/2007)
 

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