Banda relativamente nova, mas que tem uma discografia um tanto extensa se for comparar com a realidade das bandas brasileiras. A Subtera executa um Grindcore com muitas influências metálicas e desde que surgiu em 2000, já lançaram 3 CD's. E nessa entrevista, Patrick nos conta tudo sobre o novo álbum além de comentar também sobre nossa cena brasileira.

Entrevista feita por Carrascu e publicada no dia 12/11/2005
Carrascu: O Subtera completa 5 anos de vida e nesse ano lança seu terceiro trabalho, o Apocalypsed. Sabemos que no Brasil, mesmo que hoje em dia seja bem mais fácil de lançar um material do que antigamente, mas ainda assim é bastante complicado uma banda independente lançar 3 CD's em 5 anos de vida apenas. Como você compara esse fato que ocorre com a Subtera com histórias de outras bandas que demoraram 10 anos ou mais para lançar o seu debut?
Patrick: É, as facilidades pra se lançar um disco hoje são bem maiores do que a uns anos atrás, mas mesmo assim pra concretizar o lançamento de um disco de forma independente é nessessário bastante empenho. Essa é a nossa forma de fazer a coisa rolar. Achamos importante a banda lançar disco, não demorar muito. Isso da uma seqüência, deixa o trabalho ativo.
Carrascu: Antes da Subtera se formar, Willian e Waldner tocavam na antiga Core, e você tocava em alguma outra banda? Como vocês se conheceram? Conte-nos um pouco sobre a "pré-história" da Subtera.
Patrick: Sim eu tinha outra banda que se chamava "Estilhaço", tocávamos punk-crust-grotesco... Eu já conhecia os irmãos, já tínhamos tocado junto com nossas bandas antigas em alguns shows por aqui. Antes de tocarmos juntos eu e o William fazíamos gravações para outras bandas, num esquema bem caseiro. As idéias foram batendo e as bandas antigas estavam com problemas, daí nos juntamos no final de 1999, e em 2000 demos início aos trabalhos do Subtera.
Carrascu: Após o lançamento do CD "Discord" a banda ingressou numa turnê sul-americana. Conte-nos um pouco como foi, como ocorreu a oportunidade e se realmente a cena lá fora é tão selvagem em shows como algumas bandas que tocaram nesses países comentam? Vocês tem planos de voltar a tocar nesses países agora com o novo CD em mãos?
Patrick: Nós fomos convidados pela banda "Choke" de Curitiba. O engraçado é que nem conheciamos os malucos, e combinamos de se encontrar em Assuncion, onde foi o primeiro show, dali fomos para Buenos Aires, e depois tocamos em mais algumas cidades do interior da Argentina e Bolivia onde finalizamos a gira. Como todo país da américa latina, a falta de grana prevalece. Creio que pela carência de shows nesses lugares o público seja tão selvagem por lá, isso é verdade! Foi uma experiência única, atravessar de ônibus alguns dos países vizinhos do Brasil e ver a realidade desses lugares. Até agora não temos planos de voltar a tocar por lá.
Carrascu: Sabemos que todas, ou pelo menos a grande maioria, das bandas brasileiras tem vontade de tocar na Europa. No caso do Subtera, quando lançaram o Discord em 2001 fizeram muitos shows no Brasil e na América do Sul. E na divulgação do Apocalypsed vai rolar uma turnê européia?
Patrick: Com certeza é muito importante uma banda brasileira fazer uma tour pela Europa. Até o momento não temos nada de concreto quanto a tocar por lá.
Carrascu: Como está sendo a aceitação desse novo material de vocês? Nos shows o público tem se comportado de que maneira quando vocês executam músicas do Apocalypsed?
Patrick: A aceitação vem sendo muito boa, onde temos tocado o público enlouquece junto com agente!!! Com certeza estamos dando atenção especial pro "Apocalypsed" nos shows, mas sem deixar de tocar composições dos outros álbuns.
Carrascu: A forma de gravação escolhida pela banda foi a analógica. A Da Tribo é um estúdio muito respeitado no Brasil e até no exterior por ter gravado ótimos Cd's de bandas como Claustrofobia, Krisiun, Funeratus, Ratos de Porão e tantos outros. Conte-nos agora como foram as gravações do Apocalypsed e porque a forma de gravação analógica foi implementada em uma época em que disponibilizamos de tecnologias digitais?
Patrick: A gravação foi bem legal, tranquila e rápida. O Da Tribo é um estúdio de primeira e o Ciero além de ser grande amigo nosso ele é um grande profissional. Com certeza o sistema digital tem muitas vantagens, ótimos recursos, o que dá ao produto final uma ótima qualidade, mas como gravamos os dois primeiros trabalhos do Subtera em sistema digital, resolvemos ver como ficaria o som da banda no sistema analógico. Gostamos de ouvir vinil, que soa diferente do CD, justamente por causa das gravações analógicas que eram feitas, e essa é uma vontade que tínhamos faz tempo. Sentir o som do Subtera de forma mais orgânica.
Carrascu: Como você explicaria para um fã da banda, que conhece os dois primeiros trabalhos da Subtera, como é o Apocalypsed? O que a banda tem a dizer sobre este novo trabalho?
Patrick: Bem, o "Apocalypsed" é a continuação do que fizemos no "Discord" e "Nothing and Death". Quem conhece o Subtera vai sentir isso quando ouvir o disco novo. Com certeza o som vai amadurecendo com o tempo, mas procuramos manter nossa característica presente em cada álbum, inovando a música com novos temperos, mas preservando a raíz. Na nossa opinião, o "Apocalypsed" é o melhor album da banda.
Carrascu: A turnê de divulgação do disco já começou até mesmo sem este estar em mãos, como foi no show do Hangar 110 no dia 25/06 onde a banda dividiu palco com Claustrofobia e Side Effects. Quais são os planos da banda para a divulgação desse trabalho?
Patrick: Esse show foi muito bom!!! Foi organizado pelo Fanclube Oficial do Sepultura em parceria com o Hangar 110. O Hangar é um ambiente perfeito pra show e tocar com essas bandas foi uma honra! Foi um show de lançamento do disco novo, mas infelizmente estávamos sem o cd ainda.
Os planos são tocar em todos os lugares possíveis, e divulgar ao maximo o novo trabalho através de revistas e zines.
Carrascu: Falemos agora sobre a cena nacional, na sua opinião o que deve melhorar? Você acha que o Brasil, com a vinda de várias bandas estrangeiras como Morbid Angel, Napalm Death e muitos outras bandas de fora tem se fortalecido, e até mesmo se profissionalizado mais, no quesito de organizações de shows? Como você enxerga a cena underground brasileira hoje?
Patrick: Com certeza isso ajuda bastante, é legal pra todos verem que quando o lance rola profissionamentel todos saem contentes e beneficiados, tanto a banda quanto o público. Outro ponto que é importante, é esse profissionalismo partir das bandas, pois se o público paga pra curtir um show a banda tem que corresponder, tem que estar bem ensaiada, com tudo funcionando pra fazer valer! Quanto ao Underground Brasileiro, o problema não está isolado, é algo que vem de cima pra baixo, o problema é geral nesse momento, se a economia do Brasil tá ruim, isto reflete em todos os lugares, mas mesmo assim a estrutura dos shows está melhorando muito, os zines, web-zines e revistas cada vez mais completos, e pra isso ficar mais forte é só o publico do Rock em geral, Death metal, Heavy, Hardcore, Black, Punk e todas as outras ramificações do underground se unirem e prestigiarem os eventos.. se houver apoio do público a melhora será cada vez mais rápida!
Carrascu: Na sua opinião, quais foram os 5 melhores discos lançados na história do Metal brasileiro ?
Patrick: Na história do metal: Schizophrenia, Beneath the Remains, Brasil (Ratos de Porão), Apocalyptic Revelation (Krisiun) e Pandemonium (Torture Squad).
Carrascu: Desejo tudo de bom para o Subtera, que esse novo trampo seja muito bem aceito no underground e traga mais oportunidades para a banda. Agora o espaço é para seus últimos comentários. Valeu pela entrevista!
Patrick: Obrigado a GoreGrinder pela oportunidade das palavras e ao trabalho que vem fazendo no underground Brasileiro. O Subtera deixa aqui um abraço a todos que leram esta entrevista... à todos os que erguem a bandeira do ROCK pela Paz e Consciência! Força Guerreiros!!!
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