Conversamos ao longo do mês de junho com o Leonardo Schneider, um cara que na cara e na coragem começou a organizar um fest na cidade de São Leopoldo (região metropolitana de Porto Alegre/RS). Hoje, depois de quase cinco anos, o Storm Festival já conta com 22 edições. Um marco recorde, provavelmente, no decurso de tão pouco tempo. Além do festival, também conversamos sobre as bandas que o cara participa (e que reservaremos mais espaço em uma próxima entrevista), também conversamos sobre a cena da capital gaúcha, etc. A conversa está muito boa e, tenho certeza, trazendo muita informação útil, não só sobre as especificidades desse fest, mas também com dicas sobre organizar seu próprio fest em sua região.

Entrevista feita por Alex Neundorf e publicada no dia 01/07/2011
Alex Neundorf: Velho, em primeiro lugar, muito obrigado pela disponibilidade e atenção para com o GoreGrinder. É um prazer poder trocar umas ideias e levar algumas informações para o público seleto do site sobre as suas empreitadas. A princípio, vamos nos concentrar no festival que você organiza: o Storm Festival. Como de praxe, primeiro gostaria que você nos apresentasse a história, a trajetória, a idealização desse fest. Fique a vontade e utilize o espaço que julgar necessário.
Leonardo: Salve Alex, tudo tranquilo? Eu que agradeço pelo espaço e interesse. Bom, o Storm começou em 2006 aqui em São Leopoldo quando organizei o primeiro show para tocar com minha banda, a Hateworks. Como a resposta do público foi muito boa, resolvemos levar adiante a ideia de um festival voltado ao Metal Extremo. Hoje estamos indo para a 22ª Edição, e já trouxemos aqui para a região grandes nomes do Metal brasileiro.
Alex Neundorf: Vamos aproveitar o gancho. Gostaria que você fizesse o mesmo, contasse a trajetória, mas agora com o Hateworks e o Hammerfest.
Leonardo: A Hateworks iniciou em 2006, e a partir daí lançamos três demos e fizemos muitos shows pelo RS, sempre contando com ótima resposta do público. Infelizmente sempre tivemos muitos problemas com formação e desentendimentos internos, o que fez com que a banda acabasse algumas vezes já (risos). Mas, agora em 2011, o Marcos Seixas e eu, que somos os fundadores, retomamos as atividades e temos já nosso show de retorno marcado para Agosto. Já a Hammerfest é uma banda bem nova, na qual entrei no ano passado por me identificar com a proposta do som, que é a de tocar Death Metal tendo como principal influência as bandas suecas dos anos 90. A gurizada da banda é toda bem jovem, mas criamos já bastante identificação, e creio que a banda tenha muito a mostrar, pois temos pouquíssimas bandas por aí querendo praticar esse tipo de som.
Alex Neundorf: Pois é, vamos aproveitar aqui, já que você resvalou no assunto. Qual leitura você faz do atual momento, em relação à cultura Metal e Underground, no sentido de sobrevivência da coisa mesmo. Quero dizer, você vê a coisa se renovando apropriadamente, jovens com paixão por tocar ou curtir o som, que correm atrás de informações e materiais das bandas, etc.? Pergunto isso, porque vejo muita gente mais antiga, desiludida, pessimista, quando se fala de futuro do Metal, do Underground. Ao mesmo tempo, tem o pessoal que tem um visão completamente oposta e acha que o Metal está cada vez mais fortalecido. Gostaria de saber sua opinião sobre isso, já que você tocou no assunto: a banda Hammerfest da qual você começou a fazer parte recentemente e o fato de serem todos bem jovens e quererem tocar num estilo que, no Brasil, não têm se visto muitas bandas (Death Metal a lá Entombed e Unleashed, mais cadenciado e slow), afinal, com o Krisiun principalmente, quase toda banda por aqui quer ir à mesma direção, fazer o som cada vez mais rápido. Particularmente, acho magníficas ambas as vertentes. Ouvi a música que vocês divulgaram no Myspace, “The Crown of Pestilence” e achei do caralho e tenho certeza que vocês terão uma ótima recepção (não que isso seja preponderante).
Leonardo: Legal mano, obrigado pelos elogios! Fizemos o primeiro show da Hammerfest recentemente e superou nossa expectativa, pois tivemos um ótimo público e retorno. Infelizmente uma galera mais nova querendo tocar esse tipo de som é exceção por aqui, como bem frisaste. O Krisiun é uma banda excepcional e motivo de orgulho pra nós brasileiros, sem dúvidas, mas nem por isso precisamos de oito mil bandas tentando imitá-los. Quanto à cena atual, apesar da maior facilidade para se fazer contato e intercâmbios com as bandas, percebo que o público está sempre se renovando e são pouquíssimas as pessoas que se mantém atuantes na cena. E vivemos num paradoxo, pois apesar de toda facilidade pra se buscar informações, vejo o público mais jovem geralmente com menos interesse do que há alguns anos. Hoje tu não vê muito aquela coisa da galera comprar CDs, camisetas e trocar ideia com o pessoal das bandas nos shows. Aqui no RS tivemos uma redução geral em termos de público, e, falando pelo Storm Festival, lá no início tínhamos em média entre 350 e 400 pessoas nos shows, e hoje somente em torno de 150 e 200. Ou seja, uma redução muito grande em poucos anos.
Alex Neundorf: Realmente é um redução considerável. De 400 para a menos da metade. Você tem uma ideia de porque isso aconteceu? Aqui, na região onde eu tenho um relativo conhecimento, norte de Santa Catarina e aqui a região de Curitiba, funciona da seguinte forma: para SC você consegue acompanhar o pessoal envelhecer, pois é quase sempre o mesmo público, lá de vez em quando, quando tem um grande festival open air, ai você vê caras novas imberbes (risos). Para Curitiba, funciona quase que como uma espécie de rodizio do público, pois muita gente não tem grana para ir em tudo que aparece (ultimamente tem havido por aqui muitos shows internacionais também, que dinamitam o poder aquisitivo da galera).
Leonardo: Creio que essa redução se deu porque muita gente passa por “fases” onde vai a shows e depois pára de freqüentar. São ciclos que vão tendo. Lá por 2005 ou 2006 estavam rolando muitos shows bacanas por aqui, com ótimos públicos. Mas daí a molecada deixa de ouvir Metal e parte pra outra. Como falei antes, são poucas as pessoas que se mantém no underground. Outra coisa que me causa náuseas por aqui é o fato de muitos “headbangers” preferirem sair pra desfilar shampoo em festinhas bostas do que prestigiar um show de Metal e as bandas que tão batalhando por aqui.
Alex Neundorf: Sim, acho que esse é um problema bem comum. Tem uma galerinha que acha que o importante para quem ouve Metal, é conservar o cabelo brilhoso e pegar as caça-cabelo. Mas voltando ao assunto das bandas, você também tocou em outras bandas, tais como o Decimator, cujo segundo full-lenght foi lançado recentemente. Conte-nos sobre isso. Como foi a saída da banda, a gravação desse material e a sua recepção, etc.
Leonardo: Então cara, entrei na Decimator como vocalista em 2006 e saí no final do ano passado, após a gravação do segundo disco da banda, o “Bloodstained”, que agora foi lançado e está tendo uma ótima receptividade. O tempo que tive na banda foi muito bacana, com muitos shows legais e culminando com o lançamento do CD. Mas como a banda é de Porto Alegre e eu sou de São Leopoldo, chegou num ponto que não tive mais como conciliá-la com meus outros compromissos. Felizmente pra banda o guitarrista Paulo assumiu os vocais e, como vimos recentemente no Storm Festival, ficou do caralho! Minha saída rolou de forma tranquila, somos todos muito amigos e desejo o melhor pra banda!
Alex Neundorf: Aproveitando o momento, já que estamos falando sobre suas bandas, nos conte o que podemos esperar do Hateworks e do Hammerfest para os próximos tempos? Tem algum material para lançar, ou sendo composto, etc. Enfim, conte as novidades...
Leonardo: A Hateworks voltou a ensaiar recentemente pro show que faremos em Agosto, como uma das bandas de abertura do Violator. Logo depois do primeiro ensaio ficamos bem empolgados, pois o bagulho tá ficando bem violento... (risos). Nosso foco atual é esse primeiro show, depois vamos ver o que pode rolar. Já a Hammerfest está com várias músicas novas prontas, que foram feitas depois do nosso primeiro show. Trocamos de baterista recentemente, e o plano agora é ensaiar bastante pra podermos tocar ao vivo e ganhar alguma experiência. Como temos bastante sons próprios já, também tentaremos gravar um álbum completo num futuro próximo.
Alex Neundorf: Nos explique ai como funciona o processo de criação de vocês e, aproveitando, quais as principais influências.
Leonardo: Na Hammerfest temos composto bastante nos últimos meses, e o processo é bem simples: Os guitarristas fazem as músicas e depois passam pro resto da banda nos ensaios. A partir daí claro que todos têm liberdade pra darem ideias e eventualmente adaptamos o que for necessário. A principal influência é a de bandas clássicas de Death Metal como Dismember, Entombed, Unleashed, Grave, Asphyx... Procuramos fazer um som priorizando o peso, e já teve gente dizendo que tocamos Death/Doom, e acho que é por aí mesmo. A Hateworks, como ficou um bom tempo parada, faz um tempo que não compõe sons novos. Quando começamos a banda as influências principais foram de bandas de Death e Thrash Metal que gostamos muito como Death, Slayer, Metallica, Morbid Angel etc. O Marcos, que é o guitarrista, é quem sempre aparecia nos ensaios com um som pronto ou alguns riffs, e a partir daí começávamos a trabalhar em cima.
Alex Neundorf: Voltando ao festival, conte-nos como foi a experiência de organizar o primeiro. Sinto que muita gente tem aquela vontade de organizar, mas acaba se amedrontando quando a coisa toma um caráter mais prático, digo, quando é para sair do papel. Como foi essa experiência, sei que é um projeto que precisa da coragem do organizador senão não sai. Conte-nos sobre isso.
Leonardo: É cara, precisa de um pouco de coragem e também de apoios pra fazer acontecer. Desde aquela época até hoje o que mais vejo na cena Metal são pessoas que dizem que vão fazer ou simplesmente ficarem reclamando de tudo que acontece. Pra mim a experiência de organizar o fest é sempre gratificante, principalmente porque 95% das bandas que tocam sempre saem também satisfeitas e desejam voltar. O primeiro foi bem tranquilo de se fazer, pois contei com a ajuda de várias pessoas na organização e divulgação, além de terem tocado três bandas parceiras aqui da região.
Alex Neundorf: É isso mesmo, recentemente publicamos uma matéria especial sobre os motivos das pessoas continuarem batalhando em prol do Metal e do Underground. Você mesmo participou e deu sua opinião naquela oportunidade, enfatizando que os principais motivos para continuar batalhando estão ligados à satisfação pessoal. Como é a tua cidade e região, em termos de Metal e Underground. Fale um pouco sobre a cena dai...
Leonardo: Minha cidade, São Leopoldo, fica na grande Porto Alegre e por aqui atualmente estamos tendo uma retomada na cena Underground com shows rolando regularmente. Além do Storm Festival que ocorre todos os meses, estão ocorrendo outros eventos bacanas e a galera tem prestigiado. No mês de Agosto vamos trazer a banda Violator pra tocar pela primeira vez no RS, e nossa expectativa é muito boa, pois se der tudo certo pretendemos trazer várias outras bandas de fora pra cá, pois creio que é isso que vai fortalecer nossa cena. Porto Alegre é uma cidade enorme comparada com São Leopoldo, mas em matéria de shows underground, certamente São Leopoldo dá de goleada... (risos). Falando sério, é inacreditável que numa cidade tão grande como lá não ocorra quase nada de eventos, e o motivo pra isso é mais inacreditável ainda: Falta de público. Por isso quando rola um megaevento, como, por exemplo, os recentes shows do Ozzy, Iron Maiden ou Metallica e “surgem” sei lá, dez ou quinze mil pessoas eu fico realmente chocado! Porra, de onde sai tanta gente que curte Metal? (risos).
Alex Neundorf: Pois então cara, é mais ou menos o que acontece por aqui. Quando tem show internacional surge gente de todo lado (claro, em parte, é pessoal das regiões vizinhas), ai você se questiona, porque parte dessa galera não via nos shows de bandas da região? Enfim, você falou de Porto Alegre e tal, suponho que pela proximidade você tem um certo contato por ai. O que você tem a dizer sobre a capital? Recentemente fui duas vezes para ai e em nenhuma das vezes encontrei algum lugar para ouvir um som. E aproveitando, e vamos englobar toda a região dai, quais bandas você vê despontando ou ganhando força na cena dai? Fale sobre isso.
Leonardo: Então cara, a capital do estado aqui em termos de underground é complicado. São poucas pessoas batalhando, e por falta de público pra eventos do gênero, muitas desistem, então é bem raro rolar algum festival ou show de qualidade. Em Porto Alegre rolam muitos shows de bandas gringas, então a concorrência fica desleal em relação ao underground, pois a galerinha de preto prefere pagar fortunas pra ver bandas que muitas vezes são uma piada do que prestigiar alguma banda nossa. No Brasil todo há reconhecimento da qualidade das bandas do RS, e às vezes falando com bandas ou pessoas de outros estados percebo que de fora o pessoal têm uma imagem distorcida de como seja nossa cena. A galera vê que temos muitas bandas fodidas e pensa que aqui é a Bay Area ou a Alemanha, ou sei lá! (risos). Imaginam que temos um cena foda, mas o que ocorre é justamente o contrário, pois temos bandas boas, mas não temos estrutura e nem muito público no underground. São várias bandas daqui que curto muito e creio que têm um grande potencial, e poderia citar algumas que me vêm à cabeça agora como: Lethal Sense, The Sceptic, Carniça, Impetus Malignum, Predator, A Sorrowful Dream, Bestial, Bloodwork, In Torment, Mental Horror, Decimator, Sacrário, Postmortem, entre várias outras.
Alex Neundorf: Olha cara, é mais ou menos isso mesmo. Todos olham para aquela grande quantidade de bandas de qualidade e pensam que realmente a cidade respira Metal. O que não é verdade. E a proprósito, não é verdade nem para um gigantesco centro como é São Paulo. Claro, é o principal centro do Metal no Brasil, em números, digamos assim (quantidade de bandas, casas de show, produtores, shows de porte, headbangers, etc.). Mas os mais de dez milhões de habitantes encobrem totalmente essa massa metálica e se formos ver, a proporção é bem menor do que outras capitais. Enfim, nos conte ai, quais dicas você dá para quem, por ventura, tenha interesse em organizar um fest? Quais os passos para organizar algo que dê certo?
Leonardo: Eu acho que realmente precisamos de bem mais pessoas na cena dispostas a se doarem pra ver as coisas acontecerem. Mas também não adianta nada ter somente quantidade de shows sem qualidade. Logicamente já cometi e provavelmente teremos sempre alguns erros, mas o importante é aprender com eles para que não se repitam. Além da boa vontade pra se fazer um evento, recomendo que se procure um lugar legal pra fazer os shows, que faça contato com outros produtores pra não dar conflito de datas, e que procure se informar sobre os requisitos mínimos que as bandas precisam pra poderem fazer um bom show.
Alex Neundorf: Em relação às bandas que frequentam o cast do Storm Festival, quais bandas você já trouxe? 
Leonardo: Bom, como estamos na 22ª edição, creio que mais de 60 bandas já tocaram por aqui. Já tivemos muitos shows de qualidade, então acho injusto citar uma ou outra apenas. Pra galera que tiver curiosidade, dê uma conferida no myspace do festival (www.myspace.com/storm_festival), onde estão todos os flyers dos shows.
Alex Neundorf: E como funciona o processo de seleção das bandas que participam do festival? Como uma banda interessada faz se quiser participar? 
Leonardo: A banda que quiser participar entra em contato comigo pelo e-mail (leonardo.hate@gmail.com) enviando as informações básicas e link pro som. Eu mantenho uma lista e vou selecionando conforme a disponibilidade e viabilidade de se trazer as bandas, mas também sempre pensando em montar um bom cast pro festival.
Alex Neundorf: Depois de mais de vinte edições, você já se considera experiente na arte de organizar esses eventos? Como é a sua abordagem em relação à organização do fest, profissionalismo estrito (ou seja, visando sempre não ficar no vermelho), ou um profissionalismo mais apaixonado (se der prejú, você não se importa). Pergunto isso, porque conheço as duas abordagens e tenho curiosidade para saber como você pensa o teu fest.
Leonardo: Acho que depois de um tempo fazendo os shows a gente já entra num esquema pra funcionar de maneira legal, daí é só manter.  Faço o Storm em parceria com uma casa aqui de São Leopoldo, então obviamente que não pode dar prejuízo, pois nesse caso o dono do local não iria mais aceitar fazer o fest, visto que o bar é o ganha-pão dele. Exatamente por shows de Metal darem prejuízo é que temos poucas casas que abrem espaço pro estilo. De vez em quando ocorre um show num lugar novo, ou que nunca fez eventos do gênero, daí o público não cola e depois não rolam mais shows no local. Daí não adianta o público que não comparece e as bandas cujos integrantes não vão a nenhum show reclamarem da falta de locais e bons eventos.
Alex Neundorf: Cara, vamos falar de objetivos. Quais são os prognósticos para o festival, o que você espera para o futuro?
Leonardo: O Storm Festival é voltado ao Metal Extremo, isso não irá mudar, e lutamos pra mantê-lo rolando mensalmente, o que não é fácil, pelos diversos motivos já citados. Esperamos também sempre que possível trazer bandas de outras regiões pra tocarem com as daqui, pois esse intercâmbio é a parte mais legal dessa cultura underground. Creio que a iniciativa de um festival voltado ao som extremo rolando regularmente seja inédita por aqui, então contamos com o apoio dos bangers da região pra mantê-lo por muito tempo.
Alex Neundorf: Ok Leonardo. Cara, muito obrigado pela participação e pelo tempo destinado a essa entrevista. Tenho plena certeza que vai contribuir muito, não só para o GoreGrinder mas também para todos aqueles que se interessam por contribuir com o Underground, organizando espaços para que a música ocorra. Parabéns pela coragem e atitude. Foi um prazer esse papo. Tens o espaço que desejar para suas palavras finais.
Leonardo: Legal Alex! Sou eu quem agradece mais uma vez pelo apoio! Sempre que precisar estou à disposição pra contribuir com o GoreGrinder, que é um site que acompanho há bastante tempo e curto muito, pois sempre procura ir um pouco mais além do que os outros nas questões do nosso underground. Grande abraço e deixo a seguir os links e convido a todos que tiverem interesse a darem uma conferida no Storm Festival e nas bandas das quais faço parte:
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Andr Bozzetto Jr  comentou:
Eu estive no Storm Festival 3 e adorei! Pena que agora, morando em outro Estado, fica extremamente difcil comparecer novamente. Parabns ao Leonardo e ao Alex pela excelente entrevista!
03/07/11 às 20:30 Hs
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