A Expose Your Hate, oriunda de Natal, Rio Grande do Norte, tornou-se referência do cenário mundial do Death/Grind em seus 10 anos de carreira, regados a muito ódio e blasfêmia! E para nos contar um pouco dessa história de sucesso, convidamos o baixista Cláudio Slayer.

Entrevista feita por Viviane Nihilisme e publicada no dia 21/04/2009
Viviane Nihilisme: Cláudio! É um prazer poder contar com tua presença aqui no GoreGrinder. Conte-nos como surgiu a banda, que já chegou contando com a junção de ex-integrantes de renomadas bandas locais, a exemplo das Insane Death, Sanctifier e Hellspawn. Como foi esta união?
Cláudio Slayer: Saudações amigos do GoreGrinder! Bom, tudo começou em julho de 1999, quando eu e Luiz Cláudio resolvemos montar um projeto para tocar porrada novamente, visto que eu toquei no Insane Death que acabou em 1992 e o Luiz Cláudio no Sanctifier(que mudou de nome para Hellspawn e voltou ao nome original depois), banda que ele deixou em meados de 1994. Então chamamos o Victor que também tocou no Sanctifier/Hellspawn para a bateria, ele tocava na época no Lord Blasphemate e Terrorzone. Completamos a formação com dois amigos nas guitarras. Depois dos primeiros shows, os guitarristas já não demonstravam sintonia com as propostas da banda e foram excluídos do grupo. Como havia alguns shows marcados o amigo Alexandre, do Sanctifier/Hellspawn, se ofereceu para dar uma força na guitarra, e acabou ficando no grupo até 2002. Começamos a banda apenas com o simples intuito de tocar uma música rápida e violenta, mesclando nossas influências de Death Metal com Grind e Crust, e esse continua sendo nosso direcionamento musical.
Viviane Nihilisme: Como está a atual formação?
Cláudio Slayer: A formação conta comigo no baixo e o Luiz Cláudio nos vocais ainda, e com algumas mudanças no decorrer desses anos, hoje temos o Flávio França na guitarra e o Marcelo Costa na bateria. O segundo guitarrista, Fernando Lima, está afastado da banda por um período devido a problemas pessoais, enquanto esta situação não se resolve estamos contado com o apoio de Pedro Henrique(Outset) nos shows.
Viviane Nihilisme: Qual a temática da banda e os nomes que mais a influenciaram?
Cláudio Slayer: Eu escrevo maior parte das letras, dividindo com Luiz Cláudio a elaboração das mesmas. Escrevo como quem desabafa, indignado e enfurecido pelos reflexos desta realidade caótica. O desejo de expôr uma opinião enraivecida diante de tudo que nos provoca inquietação. Não há uma relação direta com obras literárias ou autores para citar como inspiração, mas eu sempre li gente como Friedrich Nietzsche, Hakim Bey, Bakunin. Além do ceticismo e a racionalidade de gênios como Carl Sagan e Augusto dos Anjos. Certamente na hora de escrever, essas influências podem aflorar nas letras, mas como já foi dito, a fonte primordial é a nossa realidade brutal. Sonoramente falando, bandas como Napalm Death, Brutal Truth, Terrorizer, Nasum, são nossas principais influências, assim como uma outra infinidade de bandas de Death Metal, Grind Core e Crust.
Viviane Nihilisme: Vocês tem um forte nome lá fora. Você atribui este sucesso ao fudido álbum “Hatecult”, lançado em 2005, tão bem criticado por seu nível técnico e sonoro?
Cláudio Slayer: O Hatecult foi um passo determinante para esse reconhecimento, sem dúvida. Mas à postura séria e profissional que sempre adotamos para a banda desde os tempos da Demo-Tape também contribuíu, sem falar que nossa gravadora (Black Hole Prods) sempre teve um trabalho irrepreensível com relação à promoção da banda lá fora.
Viviane Nihilisme: A influência da Nasum é notória no som de vocês. Como rolou a parceria com o Mieszko (ex-Nasum) para a masterização do Hatecult?
Cláudio Slayer: O contato foi todo feito através do Fernando Camacho (proprietário da Black Hole Productions). Você sabe que eu sou um grande fã do Nasum, e de certa forma foi umas das bandas que mais me influenciou para voltar a tocar e montar o EYH. Quando soubemos que o Mieszko iria masterizar nosso CD ficamos eufóricos! Infelizmente esta fatalidade do seu falecimento no Tsunami deu um toque quase surrealista a este episódio do Hatecult. Recebemos com muita tristeza a notícia, porém também um misto de satisfação e frustração. Satisfação pelo seu trabalho em nosso CD, e frustração por não ter trocado algumas palavras com o mesmo a respeito do resultado final.
Viviane Nihilisme: E de 99 pra cá, o que mudou, na sua opinião, com relação ao cenário death/grind, em especial no Nordeste?
Cláudio Slayer: Na verdade em 99 ainda não existia realmente um cenário Death/Grind no Nordeste, e sim, bandas isoladas que estavam inseridas na cena Death, Grind ou HC. Com o passar do tempo realmente a coisa cresceu e bandas deste segmento criaram e fortaleceram uma cena hoje reconhecida e respeitada em todo Brasil. Hoje também existe menos preconceito com bandas desta tendência e a aproximação do estilo ao Metal extremo tem dado mais visibilidade. 
Viviane Nihilisme: E novidades, estão trabalhando em novas músicas recentemente? O que a Expose tem em mente para comemorar os 10 anos de banda?
Cláudio Slayer: Sim, já estamos compondo os sons que farão parte do próximo CD, inclusive já tocamos alguns ao vivo e aceitação tem sido muito boa. É verdade, estamos completando 10 anos de banda, temos em mente gravar um show comemorativo e lançá-lo em DVD, além de gravar algumas músicas e lançar algo ainda este ano. Aguardem!
Viviane Nihilisme: E os covers? Quais covers a EYH têm executado ao longo destes anos?
Cláudio Slayer: Não somos uma banda de tocar muitos covers, é assim desde o início da banda. Mas claro que eles estão presentes em nossa história, inclusive chegamos a gravar um do Death (Scream, Bloody, Gore) anos atrás. Ao longo destes anos tocamos vários do Napalm Death e de bandas como Brutal Truth, Nasum, Cannibal Corpse e coisas inusitadas como Black Sabbath e Deep Purple, em citações no meio das músicas próprias ao vivo.
Viviane Nihilisme: O Nordeste tem ganhado grande visibilidade na realização de shows de grandes bandas, a exemplo da recente vinda do Possessed pra cá, seguidos agora de Morbid Angel, Iron Maiden, Motörhead. Como você avalia essa “levantada” na cena nordestina? 
Cláudio Slayer: Fico muito feliz! Sou de uma época que seria impensável acreditar em shows dessas bandas no Nordeste em um mesmo ano. Vi o Morbid Angel em Recife na primeira tour brasileira(1991), e um show desse porte só acontecia uma única vez por ano. Depois vieram bandas como Vader, Monstrosity, Incantation, Destruction, Kreator, mas sempre com um grande intervalo entre os shows. Saber que cidades como Recife e Fortaleza entraram pra esse circuito de bandas grandes é fantástico!
Viviane Nihilisme: Alguma previsão de turnê?
Cláudio Slayer: Ainda não, mas um tour no ano de nosso décimo aniversário seria algo muito marcante, quem sabe!
Viviane Nihilisme: Cláudio, obrigado pela entrevista. Fica aberto o espaço para as suas considerações finais. E mais uma vez agradeço aí a podreira, colocando o GoreGrinder à disposição de vocês para o que for necessário!
Cláudio Slayer: Nós que agradecemos, mais uma vez, ao seu grande apoio Viviane! Longa vida ao GoreGrinder e a todos os batalhadores do Underground Brasileiro! Sigam expondo seu ódio e nunca oferecendo a outra face!
Contatos:
Site: http://www.exposeyourhate.com.br/
MySpace: http://www.myspace.com/exposeyourhate
Email/MSN: exposeyourhate@hotmail.com

Endereço: A/C Cláudio Slayer
Av. Sen. Salgado filho, 4404, Pq. das pedras, Bloco N - Ap. 201, Neopolis, Natal - RN. CEP:59064-000 Brasil
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Nildo  comentou:
A Vivi se garanti geral mesmo. Ducaralho a entrevista com a Expose eles são muito fudidos. vivi gostosa sou teu fã.
24/04/09 às 15:40 Hs
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