A Breakdown recentemente completou 10 anos de vida e se prepara para produzir o seu segundo álbum na carreira. A banda, oriunda de São Paulo, faz um Thrash Metal com várias pegadas oitentistas mas ainda assim incorporada nas novas tendências do estilo. Abaixo segue uma entrevista com o fundador e guitarrista da banda Léo:

Entrevista feita por Carrascu e publicada no dia 02/03/2009
Carrascu: Achei interessante o modo como vocês começaram o texto sobre a biografia da banda no site www.breakdown.com.br. Consideram o início da Breakdown a compra de uma guitarra Tonante de R$ 40,00? Explique o que te levou a querer formar uma banda de Thrash Metal e como surgiu o encontro do pessoal que integrou a primeira formação?
Leo: Yeah, isso mesmo, eu tinha 11 anos, andava de bike, praticava cross, mas era fã de metal, porém o sonho de uma guitarra e banda parecia muito longe para um garoto da periferia que não conhecia nada do mundo, fui até a feira de rua a procura de peças quando vejo um cara com a guitarra, peguei o dinheiro fui até ele e ele me vendeu por um terço do preço que ele queria... foi um dos melhores dias da minha vida!! Achei um stereo velho em casa, meu pai trocou o plug de entrada ele tinha uma “distorção” natural... e lá estava mais um guitarrista descobrindo as maravilhas que a “magrela” nos proporciona!
A banda, ah meu irmão o Bruno, hoje na banda de Black Metal “Throne” também se interessou por tocar bateria então foi questão de tempo até comprarmos uma e começar a mandar bala, o Edu veio depois, por amigos comuns, essa era a primeira formação: Leo, Bruno e Edu.
Carrascu: Nos conte com mais detalhes a história sobre as gravações da primeira demo da Breakdown num ensaio em uma garagem e com um pequeno gravador? Esse material só existiu para conseguirem um show em São Paulo ou chegaram a distribui-lo para mais pessoas?
Leo: Com prazer! Na verdade queríamos tocar na Fofinho em São Paulo e eles nos pediram material, fomos até a garagem com o gravadorzinho, encontramos o melhor “ângulo” para gravar e estava lá a primeira demo do BreaKdowN, porém fizemos isso numa quarta a noite e tivemos problemas sérios com um vizinho... mas enfim gravamos a demo!
Carrascu: Já são 10 anos de banda, e você como fundador chegou a imaginar no início que essa duraria tanto tempo levando em conta tantas dificuldades de formação, como tretas internas e também tendo problemas com equipamentos, que tiverem ao longo de sua história?
Leo: No começo eu não imaginava que fosse durar um ano para te falar a verdade... mas depois cara, começamos a fazer shows e criar músicas, realmente me apaixonei pela coisa, por um tempo, por causa dessas dificuldades e problemas cheguei a pensar em desistir, mas tive pessoas que me incentivaram bastante (Tati, minha noiva, produtora, fotógrafa, técnica de iluminação, roadie, amiga etc... rsrs), então, não paramos e está rolando tudo isso agora.
Carrascu: Em 2003 lançaram um split chamado "Live After Thrash", fruto de gravações ao vivo de shows entre 2000 e 2002, e lançado juntamente com a banda BeerMug de Osasco/SP. Conte-nos detalhes sobre esse material, de que forma vocês conseguiram gravar as músicas ao vivo e como foi a divulgação do mesmo?
Leo: Ok, tínhamos um grande amigo que nos acompanhava em todos os shows, o “Gugu” ele era motorista, roadie, garçom de palco, e amigo para todas as horas, então durante os shows ele sempre pegava uma câmera e ia filmando, uns pedaços, algumas músicas, um dia pegamos essa câmera e ligamos no som lá de casa, ficamos abismados de como tinha ficado legal, soldamos uns fios aqui ou ali, ligamos dois aparelhos de som, uma mesa de 04 canais e pronto!
Carrascu: Como e de onde surgiram os boatos sobre o fim da Breakdown no final do ano de 2004? Realmente ela esteve a ponto de se extinguir ou eram apenas estórias?
Leo: Eu queria profissionalizar o BKN, fazer a banda crescer pois estávamos melhorando bastante e os outros caras não estavam na pegada, foi basicamente isso. Cara, quando uma banda se separa é foda, os caras saíram de um jeito bem foda e não foi legal, então não foi de forma amigável, para eles a banda tinha acabado, mas foi um pequeno engano deles. O BreaKdowN não tinha acabado, só estava em fase de mudanças.
Carrascu: Logo em seguida dão início as gravações do primeiro CD intitulado "Time to Kill". Por ser uma formação nova, isso influenciou na identidade sonora da Breakdown ou as características da banda se manteve a mesma que nas demos anteriores? Aproveite e comente um pouco sobre as gravações desse álbum.
Leo: Eu achei um cara que enfim entendeu o que eu queria fazer... o Edu Pinho, então pegamos aquelas músicas tosconas e as deixamos o melhor que pudemos, trabalhávamos cada instrumento, cada nota, passagem, e então começamos a gravar sem saber o que ia rolar, então apareceu o Danilo que também deixou sua marca nas gravações.
As gravações em si não foram fáceis, pois não tínhamos experiência, mas sabíamos onde queríamos chegar e tínhamos um técnico muito bom no estúdio, e o pessoal da Unsilent como controle de qualidade então chegamos num resultado que nos agradou bastante.
Carrascu: Após um show no Cerveja Azul (bar na Moóca, em São Paulo), vocês conseguiram assinar com a Unsilent Records para o lançamento desse CD. Foi satisfatório para a banda o trabalho que a Unsilent Records fez? Quantas cópias foram distribuídas e o que esse álbum trouxe de significativo para a Breakdown?
Leo: Sim, foi muito bom trabalhar com a Unsilent, nos fez crescer muito pois realmente participaram e nos ajudaram muito, foram várias as noites ouvindo cada mixagem, cada detalhe, alterando, melhorando. Eles fizeram 1000 cópias que estão rolando muito bem! Esse álbum nos mostrou para o mundo e nos tem feito conhecer pessoas muito legais no cenário, gente que faz o negócio acontecer, nos possibilitou aparecer e dar entrevistas como essa, vender nosso material em diversos países, aparecer em publicações ancionais, gringas e recebermos convites para tocar na Holanda e Alemanha e diversas cidades diferentes do Brasil.
Carrascu: Como surgiu a oportunidade de Kris Verwimp, responsável por criar capas para bandas como Arch Enemy, Immortal e Nocturnal Breed, produzir o trabalho gráfico do CD "Time to Kill"?
Leo: Através da Unsilent Records. Eles acharam o cara, negociaram e tudo mais, a minha parte foi aprovar. O cara é um artista! Mandamos as letras, uns áudios e falamos sobre um cenário pós guerra. Ele apareceu com aquilo e foi tipo “caralho, fechou!!” eu adoro a capa, todo mundo curte, foi muito legal fazer ela com o Kris!
Carrascu: Recentemente a banda conseguiu um contrato com o selo alemão No Colours Records para o lançamento do segundo álbum previsto para 2010. Já existem músicas novas para esse lançamento? Como surgiu essa oportunidade de assinar com essa gravadora? O que pode se esperar sobre os bônus tracks que serão lançados na versão alemã desse disco?
Leo: Essa é a primeira entrevista que falamos sobre isso. Sim, existem as músicas, estamos trabalhando como loucos nelas nesse momento!! Ah, a versão alemã vai ter bonus tracks diferentes da versão brasileira! Serão umas misturas entre covers e músicas inéditas, mas que não vamos revelar agora, pois está cedo.
Carrascu: Para encerrar essa entrevista, há mais alguns planos além do lançamento do segundo álbum da Breakdown? Alguma turnê européia está cogitada agora que vocês assinaram com o selo alemão No Colours Records? Agradeço pelo tempo cedido em responder essas perguntas e desejo todo o sucesso pretendido pela banda nesses 10 anos de vida.
Leo: Sim, estamos finalizando um clip para a música “And the Attack Doens’t Stop”. Quanto a Europa, Yeah, esse é o ponto! O lançamento será seguido de uma pequena turnê na Europa em 2010, Agora posso falar pois oficializamos! 
Ah, nós que agradecemos o espaço cedido pelo zine ao BKN, esperamos em breve poder tocar por aí! Promotores de shows entrem em contato! Convidamos todos a conhecer nossos links.
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