O Anmod é uma banda relativamente recente, formada em 2005 por ex-membros do Fornication. Esta última, bastante conhecida, e na ativa desde 1996, lançou o “Descendants of the Degenerated Race" (Black Hole Productions, 2003) e o “Unleashed Wrath" (Brutalized Records, 2004). Após, o Fornication saiu para sua "Unleashing Wrath Over Europe Tour" em 2004, onde passaram mais de três meses apresentando-se por Alemanha, Holanda, França, Áustria, Itália, Rep. Checa, Bélgica entre outros países. No retorno da turnê, três dos integrantes resolvem sair do Fornication e acabam por formar o Anmod, que mantém as raízes Death Metal, mas que incrementa com influências Grind. Em 2008 o Anmod assina com a Deity Down Records e grava seu primeiro álbum, “Monstrosity Per Defectum”. O Anmod conta com Hernan Oliveira (baixo e voz), Gerson Watanabe (guitarra) e Johnny R. R. (bateria).

Entrevista feita por Alex Neundorf e publicada no dia 02/08/2008
Alex Neundorf: Saudações. Em primeiro lugar Hernan gostaríamos de agradecer sua atenção e disposição para com o GoreGrinder Web Zine! De início, proponho a você falar sobre seu atual momento no Anmod e o lançamento do debut “Monstrosity Per Defectum”, sobre seus projetos tais como o “Dephts of Insanity” (que por sinal, tem tudo para ser um marco do metal extremo em Curitiba) e sobre sua ação voltada à cena underground. Sinta-se a vontade, aqui você tem o espaço que desejar... 
Hernan Oliveira: SOBRE O ANMOD: Realmente acho que atingimos quase tudo que queríamos neste nosso primeiro CD, o trabalho em estúdio nos deixou bem satisfeitos, e com certeza foi o CD que mais nos deu trabalho para gravar consequentemente o que mais levou tempo para ser finalizado. Nos preocupamos com vários detalhes e não poupamos esforços para atingir um grande nível na nossa gravação, tínhamos que provar para nós mesmos que éramos capazes de gravar algo no mínimo no nível do Fornication. Agora estamos em processo de divulgação do CD Monstrosity Per Defectum, estamos fazendo alguns shows pela região com intuito de divulgar melhor nosso novo trabalho, realmente estamos bem satisfeitos com a aceitação do público nos shows. Nosso próximo passo agora é divulgar dia 01.03.2008 no Depths Of Insanity (www.myspace.com/depthsofinsanityfest), o lançamento do Monstrosity Per Defectum, ao lado de bandas de grande expressão no nosso cenário (Legion OF Hate – The Ordher).
 
SOBRE O DEPTHS OF INSANITY: A idéia de fazer este fest, já é de outros tempos, infelizmente na época não tínhamos o tempo necessário para executar nossas idéias, e para não deixar este projeto morrer, resolvi assumir a responsabilidade do evento, a principio estou fazendo praticamente tudo sozinho, mas já existe um pessoal apoiando a idéia  dando uma grande força para que tudo ocorra perfeitamente. A finalidade principal deste fest é mostrar para as bandas e para o público, que não podemos ficar a mercê de interesses de outras pessoas para organizar eventos de um grande nível, todos podemos dar uma pequena parcela de contribuição (bandas, público, organizadores). Pretendemos divulgar o máximo possível as bandas envolvidas no fest, por isso montamos um cast com apenas 03 bandas, com esta estrutura é possível valorizar o trabalho de todos, este projeto já esta em andamento através do nosso INSANE REPÓRTER. O envolvimento e a interação entre o público e as bandas são fundamentais, esperamos atingir um grande resultado nesta primeira edição do Depths, mais confesso que estou encontrando algumas dificuldades que não esperava, acho que esta faltando um pouco de respeito e união em nossa cena, o pessoal de outras bandas, mesmo sabendo de todo o projeto, agenda datas tipo um dia antes do evento, na verdade não sei quem ganha com isso!!! Se não respeitamos uns aos outros como podemos exigir que alguém nos respeite? Mas ninguém disse que seria fácil, vou fazer o que estiver ao meu alcance para que tudo ocorra perfeitamente, e espero contar com a presença de todos e desde já me coloco a disposição barateando a entrada, de quem tiver o interesse de vir de outras regiões para presenciar o fest.
Alex Neundorf: Embora acredite que devamos falar principalmente sobre seus projetos atuais, acho que uma pergunta se torna inevitável (tendo em vista a relevância que o Fornication assumiu na cena regional e poderíamos dizer nacional), e como você tocou na questão permita-me essa digressão: quais foram as razões para o fim do Fornication? O Fornication acabou realmente? E você comentou que desejam com o Anmod fazer algo “no mínimo no nível do Fornication”: a sua antiga banda mantém-se como um modelo para o Anmod em quais sentidos?
Hernan Oliveira: Na realidade o Fornication não acabou, o nosso ciclo na banda sim, por respeito e consideração ao nosso integrante fundador (Vocalista Élcio), resolvemos sair do Fornication e montar o ANMOD. Até então não tivemos mais notícias do Fornication, mas tenho certeza que o Élcio esta correndo atrás de novos membros e em breve teremos noticias. O principal motivo de nossa saída foram as divergências musicais, ambas as partes exigiam uma estrutura diferente para banda e para o novo trabalho, como não entramos em um comum acordo, decidimos sair, claro que não vou ser hipócrita dizendo que foi tudo amigável e tal, mas procuramos agir da melhor forma possível, com base no respeito e na amizade. Quanto ao Fornication servir de parâmetro, sempre colocamos nosso último trabalho como parâmetro para os próximos, consequentemente nosso último trabalho era o Unleashed Wrath, então tínhamos que fazer algo no mínimo, no mesmo nível de violência do Unleashed, porém sentíamos a necessidade de fazer algo totalmente diferente do que já tínhamos feito no Fornication,  procuramos colocar outros elementos nas músicas, alteramos nossa afinação, os temas das letras, as linhas de vocal, mas é claro sempre mantendo a raiz do Death Metal.
Alex Neundorf: Aproveite e fale mais um pouco sobre o Insane Repórter. Ele também é um projeto seu?
Hernan Oliveira: Sim, na verdade o INSANE REPÓRTER faz parte do trabalho de divulgação do Depths Of Insanity, na realidade trata-se de um informativo específico apenas para o Fest, o intuito deste informativo é divulgar as bandas, mostrar o trabalho sério e fazer uma cobertura completa do evento, para este ano já temos dois parceiros: um deles é o ORDER NEWS aqui do Paraná, desenvolvido pelo Jornalista Clóvis João, ele fará parte de toda a cobertura do fest, ele entrevistará o pessoal do Legion Of Hate e o pessoal do The Ordher. A entrevista do Legion Of Hate será feita em um local previamente determinado com os membros da banda, já a entrevista do The Ordher será feita através da Internet devido à localização do pessoal do The Ordher. Outro não menos importante colaborador do fest é o integrante da banda CIZIN de Manaus, este grande amigo Headbanguer, elaborou a entrevista do ANMOD, também via internet. Com certeza nas próximas edições do evento espero poder contar com o trabalho de vocês formando uma grande parceria.
Alex Neundorf: Sem dúvida Hernan, essa parceria seria uma grande honra. Agora, especificamente, sobre o “Monstrosity Per Defectum”, quanto à divulgação e distribuição, comente-nos sobre o(s) selo(s) e sobre possibilidades no exterior, vocês já o estão divulgando em outros países? Quais as expectativas quanto a isso?
Hernan Oliveira: Quanto ao selo, realmente não foi fácil encontrar um parceiro para lançar nosso material, infelizmente hoje você tem que ser muito político no meio musical, ainda mais se você não residir em um grande centro como São Paulo. Não basta ter um grande material nas mãos, existem muitas bandas e acho que o mercado fonográfico no Brasil ainda não está estruturado o bastante para assimilar tantas bandas, procuramos enviar material para vários selos nacionais, pois queríamos uma divulgação legal dentro do Brasil, acreditamos que este foi um ponto negativo na divulgação do Unleashed, mas infelizmente não foi desta vez. Como não achamos resultado por aqui, procuramos novamente selos fora do Brasil, e obtivemos sucesso, encontramos um selo Holandês chamado DEITY DOWN RECORDS, trata-se de selo novo com um bom respeito no cenário europeu, o que nos ajuda bastante na divulgação do material para fora do Brasil, Gerard dono do selo nos ofereceu uma boa proposta, conseguimos o contato com a DDR graças a nossa 1º Tour pela Europa em 2004, ainda com o FORNICATION, até então a nossa relação com o selo é o melhor possível. O Gerard tem se demonstrado bem dedicado e está fazendo um grande trabalho, divulgando muito bem nosso material lá fora mesmo antes da prensagem do CD, então não temos do que reclamar, pois esta saindo tudo conforme o planejado até agora. Quanto à divulgação dentro do Brasil, infelizmente mais uma vez vamos ter que fazer por nossa conta, pretendemos fazer vários shows este ano para fazer uma divulgação em massa do nosso material, nossos planos para este ano é entrar em studio entre novembro e dezembro, para a gravação de um novo play, já pensando em nossa primeira tour pelo velho continente agora com o ANMOD.
Alex Neundorf: Aproveitando a deixa, vamos divulgar o selo também: (http://www.deitydownrecords.com/). Concordo com você sobre a quantidade de bandas surgindo no cenário nacional e realmente a estrutura fonográfica não está preparada para absorver tudo que está sendo produzido. O nosso underground sempre foi marcado pela presença do que poderíamos chamar de “moda” (na ausência de melhor expressão) e que no momento atual assiste a um boom de bandas vindas na esteira do relativo sucesso de algumas poucas bandas, marcadamente, no sucesso de UMA banda: o Krisiun (como já o foi na década de 90 com o Sepultura). Você concorda? E o que tem a dizer sobre isso? Ainda, relacionado ao anterior, o que você tem a dizer sobre a relação quantidade e qualidade, dentro daquilo que você tem contato, em relação às bandas, selos e gravadoras?
Hernan Oliveira: Quanto às bandas seguirem o estilo de som, como por exemplo, o do Krisiun, não tenho nada contra, acho que o Krisiun tem um papel importante em nossa cena, conheci a banda no início e tive a oportunidade de ver a batalha dos caras, o que eles tem hoje é pouco perto do que eles realmente merecem, e com certeza outras bandas seguiriam o estilo deles, só que Krisiun vai ser sempre o Krisiun, já as outras bandas vão ter que buscar sua própria identidade, pois sem esta identidade poucas pessoas reconheceram o trabalho destas bandas. Já em relação à quantidade e a qualidade das bandas, vejo hoje o cenário brasileiro muito mais forte e ativo que há tempos atrás, apenas acho que estamos usando esta força do lado contrário, para o lado individual, e antigamente não tínhamos toda esta qualidade, mas tínhamos bastante interação entre as cenas de outros estados, organizávamos mais eventos, festivais, pensávamos coletivamente, infelizmente deixamos os problemas financeiros emperrarem todos os nossos ideais, sozinhos não temos a menor força, mas unidos temos uma chance de encarar estes problemas. Eu particularmente estou gostando muito do material nacional que esta sendo lançado, bandas como - FLESH GRINDER - SARCASTIC - THE ORDHER - KROPHUS - LEGION OF HATE - IMPERIOUS MALEVOLENCE - NECROTÉRIO - INFERNAL - SUBTERA - SUBCUT - ARE YOU GOD - HUTT - LÁSTIMA - FUKKMAKER - HEADHUNTER DC - EXPOSE YOUR HATE - SIEGE OF HATE – CIZIN – entre várias outras que, se esqueci de citar, peço desculpas, realmente muita coisa boa. SELOS têm o do Camacho, o Black Hole (atualmente eu acho o mais atuante no underground) - Multilation - Tumba - 2+2=5, entre outros. Sinto que há um certo crescimento na cena e temos que cultivar isto.
Alex Neundorf: Sim, o Krisiun tem um papel importante na cena e isso, eu diria, a nível mundial (expresso na influência que o seu som vem produzindo em até bandas mais antigas), é inquestionável seu valor! Mas, com a pergunta anterior, queria exatamente apontar para esse ponto que você comentou: a identidade, que às vezes algumas bandas se descuidam. No geral, muito material de qualidade – como você bem comentou – vem sendo lançado por todo o Brasil, inclusive em lugares que nem possuíam uma tradição definida junto ao Death Metal (e seus congêneres). Você comentou que no passado, observava-se uma maior interação entre as cenas nos estados, e é com esse gancho que agora parto para a segunda parte dessa nossa conversa, onde gostaria que você falasse sobre trajetória, cena e mudanças no cenário underground.
Hernan Oliveira: Na realidade só tenho que agradecer a todos estes anos, convivendo entre pessoas que acreditavam e que ainda acreditam no meio underground. Quando entrei no Fornication em 1996,  todos os integrantes da banda escreviam zine e participavam ativamente da cena. Infelizmente com o acúmulo de responsabilidades, muitos problemas apareceram no decorrer dos anos, e acabaram banalizando um pouco nosso meio, muitas coisas vieram para ajudar e ao mesmo tempo para atrapalhar o metal. Acho que o fator fundamental para estas mudanças é a inclusão digital, ou melhor, revolução digital, algo inevitável nos dias de hoje, que mudou toda a estrutura da sociedade, nos trouxe muitas possibilidades, e ao mesmo tempo banalizou um pouco a relação entre as pessoas. Dentro do metal vejo esta inclusão como um divisor de gerações, as pessoas que viveram a fase do metal dentro desta inclusão e as pessoas que pegaram a fase das cartas e correspondências, é inevitável falar sobre os conceitos que tínhamos antigamente e os que temos agora, muita coisa mudou e temos que se adaptar ao que vivemos hoje, o passado já passou e não vai mais voltar, não precisamos voltar à idade das cartas para voltar a valorizar coisas que valorizávamos antigamente. Vejo que muitas bandas, selos, promotores não acompanharam todas estas mudanças, e estão fadadas ao fracasso, então graças a esta inclusão conseguimos marcar nossa primeira tour pela Europa na época do Fornication, mas infelizmente muitas pessoas não conseguiram separar o joio do trigo, a questão do download de mp3, é polêmica e prefiro não entrar neste assunto, pois cada um tem sua consciência, e faz dela o que quiser, eu sempre que posso compro material, mas também faço download das bandas que gosto, o que realmente me revolta é o número de pessoas que baixam 500 discografias e não ouvem nem 10% do que pegam na internet. Mas vejo que tudo é questão de adaptação. Hoje vejo um grande profissionalismo das bandas no Brasil, o que é muito bom, coisa que não tinhamos em quantidade antigamente e tudo isso graças às novas tecnologias. Infelizmente vejo uma grande dificuldade em produzir eventos dentro do underground, pois o custo para isto aumentou absurdamente com o passar dos anos, a situação econômica do país influencia bastante, pois os donos de pubs não querem mais negociar entradas, ingressos e tal, não da para encarar mais nenhum tipo de evento sozinho, tem que haver parcerias e muita união, senão ficaremos para sempre na mão dos organizadores de eventos que inventam casts malucos com bandas ganhando grana nas costas de outras bandas.
Alex Neundorf: Na seqüência, gostaria que você falasse sobre as bandas com as quais tocou, com as quais toca... Já sabemos que você começou com o Fornication em 1996, foi sua primeira banda? Depois, você esteve envolvido com quais outras bandas?
Hernan Oliveira: Alex antes de entrar no Fornication eu tinha uma banda de Thrash Metal, mas sem muita expressão, depois entrei no Fornication, que já existia há alguns meses; cheguei a tocar no Horrific Disturbance, projeto com o pessoal do Necrotério, grandes amigos; toquei também em uma banda de Black Metal daqui de Curitiba, o Libidinum e atualmente estou tocando no Infernal paralelamente ao ANMOD, mas é difícil cara, faço porque realmente gosto de Death Metal, e tocar no Infernal é realmente uma honra muito grande, foi a primeira banda de Death Metal que acompanhei em Curitiba, realmente estou contente com minhas atividades dentro do cenário, agora o Depths veio para complementar tudo.
Alex Neundorf: Fale-nos um pouco mais sobre o Horrific Disturbance e o Libidinum... Chegaram a lançar algum material? Shows? Existe uma possibilidade de retomá-las no futuro? Conte-nos também sobre as expectativas para 2008 junto ao Infernal.
Hernan Oliveira: O Horrific Disturbance (http://www.myspace.com/horrificdisturbance) era um projeto do Emerson (Baterista do Necrotério), do Gerson (Guitarrista do ANMOD) e do REU (Grande amigo de Araçatuba), na verdade este projeto não tinha nenhum baixista, o baixo na demo foi gravado pelo Gerson mesmo, entrei na banda para realizar um show junto ao Total Fuck Destruction (Banda do Baterista do Brutal Truth), mais duas bandas que não me recordo agora, depois não tive mais noticias do projeto, quem sabe fazemos algo novamente. Já o Libidinum, me foi apresentado pelo guitarrista André, realmente ele me apresentou uma idéia totalmente diferente e inesperada, era um Black Metal com passagens pesadíssimas e extremamente brutais, porém com vocal típico de Black Metal, me interessei pela proposta e tocamos por alguns meses juntos, infelizmente não consegui gravar nada com os caras, na verdade não consegui conciliar meu tempo na banda e para mim o Libidinum nunca foi um projeto, por isso para não atrapalhar o trampo dos caras resolvi sair da banda, tudo amigavelmente. Já o Infernal foi uma proposta do seu violinista Danilo, infelizmente peguei uma fase muito difícil no Infernal, com baixa de integrantes no line-up, mas sempre admirei o esforço e a luta do Danilo, mesmo no meio de todas as coisas que haviam acontecido, o cara se demonstrou um guerreiro, não desistiu nunca, e é sempre uma grande honra estar tocando no Infernal, sempre admirei todos os trabalhos dos caras, aprendi muitas coisa com o Danilo, o cara é um grande músico, cheguei a me apresentar com eles em um evento em Londrina, foi foda, ali vi o verdadeiro potencial da banda e quanto à banda ainda tinha para oferecer. O Infernal pretende agora terminar as edições de seu DVD Interativo, e estaremos entrando em studio possivelmente em fevereiro para gravar algumas faixas inéditas para a galera. Aguardem vem coisa nova por ai.
Alex Neundorf: Nesse período você deve ter visto muita coisa acontecer na cena: bandas nascerem e despontarem como promessas, depois desaparecerem, outras continuarem... Deve ter visto também muita gente desonesta e desonrada querendo se promover à custa do underground... Enfim, deve ter acompanhado muitas histórias... Comente algo sobre isso.
Hernan Oliveira: Infelizmente presenciei tudo isto que você mencionou, mais é meio que inevitável isto Alex, vi muitas bandas com imenso potencial desaparecerem ou por irresponsabilidades dos músicos, ou por opção religiosa, ou até mesmo por situações da vida. Chega num ponto da vida que você acaba agregando algumas responsabilidades que se tornam prioridades, realmente não vejo isto como uma demonstração de fraqueza ou qualquer coisa do gênero. Quanto às pessoas desonestas, no meio underground, isto tem um monte, sinceramente não sei o que estas pessoas ganham com isto, o pior é você ver pessoas a quem você respeita muito às vezes se venderem por tão pouco, mas felizmente este tipo de pessoas não sobrevive por muito tempo na cena, se tornam algo passageiro, acho que conhecemos mais pessoas honestas do que desonestas no meio, isto acaba passando por cima de tudo que é ruim na cena.
Alex Neundorf: Quais os últimos sons que você tem ouvido? E também aproveitando, comente e nos indique uma banda que você considere como revelação aos seus ouvidos...
Hernan Oliveira: Cara, tenho escutado várias coisas ultimamente, principalmente algumas bandas nacionais: The Ordher, Siege Of Hate, Expose your Hate, Are You God, Subtera, Flesh Grinder, Subcut, Hutt, Lástima, estas bandas realmente tem me impressionado muito devido a qualidade do material lançado e com certeza indicaria todas, para quem esta querendo conhecer coisas novas, realmente são trabalhos grandiosos dentro dos seus estilos, vale a pena prestigiar estas bandas fico contente com o nível das bandas nacionais. Já de fora tenho escutado bastante o que a maioria do pessoal escuta, Nasun, Gorerotted, Inhumate, Disgust (Fr), Disfear, Gorguts, God Among Insects, Grave, Rotten Sound, Scattered Remnants, Leng Tche, Kronos, Gorgasm, Cephalic Carnage, General Surgery, Hyborim, mais uma porrada, de bandas que realmente acho foda.
Alex Neundorf: Ok Hernan, foi um prazer conversar com você. Teríamos mais muito que conversar, mas deixaremos os assuntos pendentes para próximas oportunidades uma vez que falar sobre underground, e tudo que está relacionado a ele, é um capítulo em aberto. Para finalizar, como é de praxe, deixo esse espaço reservado as suas últimas considerações. Obrigado e até a próxima.
Hernan Oliveira: Cara, na verdade eu que agradeço o espaço e a oportunidade de conversar com vocês, e com certeza no que precisar da minha ajuda podem contar comigo, realmente falar de UNDERGROUND é assunto que da pano para manga, e que realmente vale a pena ser discutido, mais já falei demais aqui he he, então é isso pessoal, divulguem, compareçam nos shows, escutem o material das bandas, façam intercâmbio de shows, pois podem ter certeza que vocês vão encontrar muita qualidade  dentro do nosso UNDERGROUND, obrigado Alex, abraço a todos e até breve.
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