A INRIsório é uma banda de Aracajú/SE que surgiu em 2005 e vem chamando muito atenção com seus lançamentos de qualidade, criatividade e com grandes porções de humor em suas letras. A banda faz um freestyle que gira, na maioria das vezes, entre os estilos Death Metal e Grindcore, mas há influências de vários estilos. Abaixo segue uma entrevista feita com Murillo, guitarrista e integrante orginal da INRIsório, que no ano passado lançou split com a banda carioca Lástima e recentemente disponibilizou seu primeiro trabalho, o EP Amém Blasfêmia, para download em seu MySpace e também aqui na GoreGrinder, confira a entrevista.

Entrevista feita por Carrascu e publicada no dia 05/03/2008
Carrascu: Com o excesso de humor nas letras e também em sua biografia, por um acaso a INRIsório já não foi levada a sério, passando a imagem de banda de brincadeira e não a de uma banda séria?
Murillo: Olá Marcius, vulgo Carrasco. Primeiramente obrigado pela oportunidade de dar essa entrevista pra um site tão responsa quanto o GoreGrinder. Então, o humor realmente é uma característica da INRIsório. Todos nós da INRIsório temos esse lado e gostamos de expressa-lo em nossas músicas. Mas sim, já fomos descriminados por isso, inclusive, alguns metaleiros "radicais" daqui se Aracaju já nos intitulou de "porras loucas". Não estamos nem ai pra isso. Fazemos o nosso som da maneira que a gente gosta e estamos satisfeitos com o resultado dele em nossas gravações, além de muitas outras pessoas gostarem muito desse lado humoristico, melhor dizendo sarcástico, da INRIsório.
Carrascu: As letras da INRIsório ridicularizam muito a "instituição igreja" como vocês mesmos falam, mas por um acaso nunca apareceu alguém imaginando que vocês poderiam estar ridicularizando estilos e ideologias que são radicalmente contra a religião, como por exemplo o Black Metal?
Murillo: Essa é outra questão que não estamos nem aí. Fazemos nossas letras de acordo com o que a gente senti em relação a instituição igreja, essa instituição de merda milenar. Apesar de ser bem clichê o tema, o estilo musical que a gente adota, um Death/Grind/FreeStyle nos instiga a falar sobre essa tema. Não, nunca repercutiu isso de alguém que é radicalmente contra a religião. Pelo contrário, muitas pessoas que possuem uma postura anti-religiosa elogiam bastante a forma como nossas letras são conduzidas. Boas doses de sarcasmos destilada em blasfêmia.
Carrascu: Quando vocês se reuniram em 2005 pra fazer som, tiveram a intenção inicial de fazer Grindcore. Com o passar do tempo a banda foi evoluindo tecnicamente e mudou um pouco a sonoridade, passando bem mais para o Death Metal. No início vocês tiveram a intenção de fazer Grindcore por ser um estilo mais fácil de tocar ou porque realmente era o que vocês gostavam e queriam fazer mesmo?
Murillo: No início a proposta da banda não estava claramente definida por nós. Eram 5 pessoas, amantes de som sujo, dispostos a montar uma banda pra fazer muita zuada, além de cada um ouvir coisas diferentes. Tipo, uns ouviam mais hardcore e grind, outros mais Death e Black Metal. Acho que o Grind foi o som que fluiu mais naturalmente em nossos ensaios, apesar da proposta não estar definida ainda. Após a gravação do nosso primeiro EP, o Amém Blasfêmia, foi que a gente percebeu qual a sonoridade em si da banda, que foi um Grind bem puxado por hardcore e com uma espírito Death ainda bem juvenil. Eis então que esse espírito um dia iria entrar na puberdade, hehe.
Carrascu: Como foi a repercussão do Amén Blasfêmia? Por onde foram distribuídos esse EP? Vocês tem idéia mais ou menos de quantos CD's vocês distribuíram? Fale mais sobre esse trabalho de vocês.
Murillo: O EP Amém Blasfêmia, nosso primeiro material, quase nem foi lançado na época. Após gravarmos ele, um de nossos vocalistas, o Caio Murder mudou-se para Petrópolis e a banda deu uma desanimada. Meses depois entrou Érico no vocal pra dividir os microfone com nosso outro vocalista, o Max Sekuelado. Quando Érico entrou a gente se animou a lançar o EP. Fizemos algumas cópias e divulgamos ele pela net, inclusive deixando-o disponível para download. Não foi distribuído por nenhuma distro inicialmente, nós mesmo quem fizemos esse corre. Creio que só foi vendido umas 100 cópias. Posteriormente ele foi distribuído pela Satanicrew Records e pela UER records. A repercução do EP abriu a cortina do underground para nós. Alguns sites americanos resenharam o EP e a partir dele fizemos várias amizades com outras bandas do Brasil do gênero GRIND.
Carrascu: Então, de que forma os integrantes Ériko Grooman e Max Sekuelado influenciaram na banda?
Murillo: Max influenciou a banda de maneira drástica, ja que ele está conosco desde a formação original. A INRIsório é que é hoje principalmente por causa dele e de suas influências. Érico não permaneceu muito tempo na banda, mais ou menos 1 ano, mas acrescentou um pouco desse espírito Death em puberdade que a gente estava aprendendo a executar.
Carrascu: Depois entrou o guitarrista Saulo Kctinho. Por um acaso o cara é gaúcho e vocês deram esse apelido pra ele pois no Rio Grande do Sul chamam de "cacetinho" o famoso pão francês ou esse é o nome dele mesmo hahahahahaha? Por um acaso a entrada dele na banda aumentou mesmo a parte virtuosa das músicas fazendo com que as mesmas deixem mais o Grindcore e siga mais no estilo Death Metal como no split com o Lástima?
Murillo: HAHAHA! Não, ele é sergipano mesmo. Não sei o porque desse apelido, desde sempre ele teve esse apelido. Creio que ele tenha algum membro atrofiado, sei lá, hehe. Mas sim, a entrada de Saulo introduziu uma parte virtuosa na banda que até então não tinhamos. Na composição das músicas ou na transição do Grindcore pro Death/Grind talvez ele tenha influenciado pouco, pois ele entrou na banda com esse bonde andando, mas, como o Death Metal é um estilo que abre mais espaço para riffs mais virtuosos que o Grind, ele se sentiu bastante à vontade em encaixar suas virtuosidades em músicas pré-compostas.
Carrascu: Explique como vocês inventaram o nome da banda e seu significado.
Murillo: Queriamos um nome que expressasse o sentimento das letras que estávamos escrevendo na época do Amém Blasfêmia, que era exatamente a blasfêmia, mas não queríamos expôr isso de uma maneira muito explícita. Então pensamos em algo que expressasse algo ínfimo, irrisório, ou seja, algo de nenhuma importância. Dae vêio a idéia de INRIsório, pela sonoridade e sentido da palavra irrisório.
Carrascu: Como já foi falado, a banda mudou um pouco o estilo ficando mais técnica e bem mais Death Metal, isso é notável comparando o EP Amén Blasfêmia e depois o último material de vocês, o split com o Lástima. Para quem ainda não ouviu esse material mais novo, quais as principais mudanças você destacaria na forma de gravar e compor as músicas atualmente?
Murillo: As principais mudanças são três: Entrada de mais um guitarrista, possibilitando assim riffs mais bem trabalhados, dobras e solos, sem deixar de lado a espontaneidade do Grind. As letras também seguiram pra outros âmbitos além da escrachação religiosa. Viajamos mais em questões profanas (humanas), como a esquizofrênia assassina e a apatia egocêntrica, como no caso de Refúgio Esquisofrênico e O Zumbi Caseiro, musicas estas presentes no split. Enfim, a terceira mudança é a própria maturidade musical, regada a muita cerva, haha!
Carrascu: hahahaha massa! Sempre né! Então, por um acaso consta nos planos atuais da INRIsório algum material novo em breve? E shows, quais são os próximos compromissos da banda?
Murillo: Então, recentemente a banda ficou desfalcada em pleno 2º tempo da partida. Logo após lançarmos e distribuirmos o split, nosso baterista, Cláudio, saiu da banda. Ainda estamos nos recuperando desse desfalque. A bem pouco tempo atrás entrou, pra completar o time, o batera Alexandre. Estamos ensaiando para que ele pegue todas as músicas antes de planejarmos shows ou novos materias. Mas há possibilidade de em meados ou final desse ano (2008) fazermos uma turnê pelo sudeste.
Carrascu: Show de bola! Bom, encerro a entrevista aqui, agradecendo muito sua disposição em respondê-la e torço para que a banda continue nesse caminho, cada vez melhor e com mais qualidade em seus lançamentos. Espaço para seus últimos comentários é todo seu, abração!
Murillo: Pô, eu que agradeço. Espero que a gente se encontre nas gigs por ae afora, valeu mesmo.
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Taiche  comentou:
Nice, mandou bem mu mu Murillo!

Força!

Abraço!
22/09/10 às 10:21 Hs
Daniel Oliva  comentou:
Eu sou supeito pra falar do inrisorio pois eu sou um
confesso adimirador da banda,axei a entrevista muito foda fico feliz tb pois é mais uma banda do cenario de sergipe q ganha destaque em outros estados,abraço para a gore grinder e p o inrisorio.
sucesso!
12/04/08 às 15:43 Hs
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