Violator é uma banda que resgata toda a essência do Thrash Metal oitentista. Hoje em dia, onde bandas de "New Metal" e coisas parecidas se intitulam Thrash, e com isso ocasionando uma distorção na concepção sobre o estilo atualmente, essa banda resgata o que de verdadeiro há nesse que é uma das primeiras ramificações do Metal. Aqui, Pedro "Capaça", guitarrista da banda, nos conta tudo sobre a mesma, desde seu início em 2002 até sobre os planos da Violator para o futuro.

Entrevista feita por Carrascu e publicada no dia 19/08/2006
Carrascu: Rapaz estou aqui curtindo um Haemorrhage, álbum que faz tempo que não ouço, o Morgue Sweet Home, muito bom mesmo. E por ae o que você está ouvindo agora?
Capaça: Fala ae Carrascu! Em primeiro lugar para começar a entrevista queria te agradecer pela oportunidade!
Cara to ouvindo nossos camaradas do Farscape lá do Rio de Janeiro, foda pra caralho!!!
Carrascu: Massa!! então cara, pra começar, o Violator faz um Thrash Metal 100% raiz, como se pode notar em seus lançamentos recentes. O legal disso é que a banda surgiu relativamente a pouco tempo, em 2002, numa época onde o Thrash oitentista já era coisa do passado e apenas servia como influências para bandas mais novas, com sons mais modernos. Porque, em pleno ano de 2002, o Violator teve a excelente atitude de fazer um Thrash oitentista? O que você acha das bandas mais novas de Thrash que são bem diferentes daquele verdadeiro Thrash Metal dos anos 80?
Capaça: De fato essa é uma pergunta que todos nos perguntam e o motivo disso é que nos simplismente começamos a fazer o som que nós mais amamos que o Thrash Metal! Nós somos bem muleques e quanto começamos a curtir metal nos deparamos com new metal por exemplo que eu acho uma bosta e estava no auge naquela epoca. Acho que o repúdio a esse modismo que nos fez nos manter fieis a um estilo que estava até então, não esquecido, mas muito pouco divulgado como o Thrash Metal, não o Thrash Metal mais moderno mas sim o Thrash Metal Old School, o que acho até um pouco redundante falar, pois pra mim Thrash Metal é aquele som feito como a escola dos anos 80.
Carrascu: Também acho que o verdadeiro Thrash Metal é esse, aquele raiz, oitentista. Tanto que é notável a influência de bandas como Destruction, Kreator, Death Angel, Living Death, Attomica e diversas bandas que marcaram o Thrash Metal mundialmente no som que o Violator faz. Mas, na sua opinião, qual álbum na história do Metal mundial marcou o ápice do Thrash Metal?
Capaça: Cara, essa pergunta é meio foda e bem subjetiva, eu acho que o ápice do Thrash Metal se deu em torno de 89, mas para mim sem dúvidas o disco que mais marca o Thrash Metal é o Bonded by Blood do Exodus que foi lançado em 85 porém é com certeza um dois maiores classicos dos anos 80.
Carrascu: Como foi gravada da primeira demo chamada "Killer Instinct" em 2002? Qual foi a repercussão e o que a banda aprendeu com a primeira experiência em estúdio para gravação?
Capaça: A demo Killer Instinct foi nosso primeiro registro, ela foi fundamental para nós pois ela ajudou a gente a fazer as nossas primeiras apresentações, e só assim a galera teve como conhecer o nosso som. Além disso ela nos rendeu alguma divulgação no exterior e a participação em 2 coletâneas que foram fundamentais para espalhar nosso som por todo o Brasil.
Carrascu: E quais foram essas coletâneas? Qual a tiragem delas e por onde elas passaram?
Capaça: As coletâneas foram Fast Food: Thrash Metal e a Metal Vox #1.
A Fast Food teve uma tiragem de 500 cópias e a Metal Vox eu sinceramente não sei. Elas passaram por todo o Brasil de cabo a rabo!
Carrascu: A banda tem 4 anos de existência mas já tem shows importantes em seu currículo como por exemplo a abertura para grandes bandas como Malevolent Creation e os deuses do Thrash alemão Destruction. Além disso, também surgiu oportunidade de tocar no Paraguai. Nos conte mais sobre esses shows, como foram, como surgiram essas oportunidades?
Capaça: Cara o show no Paraguai surgiu por causa da divulgação da Fast Food Thrash Metal por lá os cara convidaram a gente e a gente foi. Uma viagem de 33 horas e mais 33 na volta, mas foi do caralho fizemos grandes amigos como o pessoal do Overlord, Sacro e o show foi do caralho! A abertura para o show do Destruction aconteceu na passagem deles aqui por Brasília, nós fomos chamados pra tocar pela produção e o abertuda do Malevolent Creation da mesma forma. Na época estávamos tocando muito pra galera conhecer nosso som e tivemos a change de tocar em shows muito fodas!
Carrascu: Em 2004 surge o excelente EP Violent Mosh, que inicialmente era pra ser uma outra demo, certo? porque vocês decidiram lançar como EP ao invés de lançar como demo?
Capaça: Exato, Violent Mosh ia ser a nossa segunda demo, a idéia surgiu do Rolldão, o homem por trás do zine Metal Blood e do nosso selo Kill Again Records. Ele chegou a escutar as musicas que iriam sair no material em alguns shows nossos antes de começarmos a gravação depois ele escutou como tava ficando e deu a sugestão de lançarmos o material oficialmente, prensada como um EP. E foi assim que aconteceu.
Carrascu: As gravações do mesmo serviu para o split Violent War com a banda Bywar, lançado justamente pelo selo do Rolldão, a Kill Again Records. A idéia de lançar um split de duas bandas do mesmo estilo, com mesma atitude sonora, surgiu da mente da gravadora ou de uma amizade entre vocês? A idéia de gravar covers de músicas uma da outra, surgiu de quem?
Capaça: A idéia partiu do Rolldão já que o Bywar tinha acabado de assinar com a Kill Again Records. O EP Violent Mosh estava esgotado assim como o álbum Invencible War do Bywar então Rolldão nos sugeriu lançar os dois materiais juntos e colocar como bônus um cover da preferência de cada banda, então nos resolvemos gravar um cover do Taurus, banda clássica de Thrash Metal nacional da decada de 80 e o Bywar resolveu gravar um cover do Desaster. ai ficaram como lançamentos apenas do Violent War os dois covers. Massacre (Taurus) e Metalized Blood (Desaster).
Carrascu: Esse split rendeu muitas críticas? Como foram elas no geral?
Capaça: Po a galera curtiu bastante pelo fato de terem 2 lançamentos completos em 1 só, e muita gente me falou que curiu muito o cover que fizemos do Taurus. Mas acho que o que melhor mostra a satisfação dos bangers é que a prensagem acabou em menos de 1 ano.
Carrascu: Po, foi rápido então! Quantas cópias foram lançadas? Vendeu muito pra fora ou foi mais nacionalmente divulgada?
Capaça: 1000 cópias, cara agente fez a Moshin' With Violence Tour com esse CD então vendeu muito aqui e saiu muitos CDs pra fora também, especialmente pra Europa.
Carrascu: Legal mesmo, isso mostra o quanto o Thrash Metal ainda está vivo no Brasil, tanto que a banda chegou a tocar em plena floresta amazônica! Como foi esse show na cidade de Portel? Vocês tiveram que viajar de barco por 20 horas pra chegar lá? Conte mais sobre essa verdadeira aventura!
Capaça: Nossa foi do caralho! Chegando em Belém, nós entramos num barco e começou 20 horas de rio! Muito louco o visual da floresta e ainda mais que eu fui e voltei bebendo pra caralho, hahaha. Mas o show lá em Portel que foi algo impressionante, é uma cidade bem pequena mas que está nascendo uma cena muito legal com um real espirito underground, fizemos um show de 1 hora lá e os bangers não paravam de bater cabeça! Muito foda! Essa turne foi algo realmente incrível!
Carrascu: Dê mais detalhes dessa turnê cara, conte-nos umas curiosidades, melhores shows, roubadas em que se meteram e etc.
Capaça: Moshin' with Violence Tour aconteceu nos meses de julho e agosto de 2005, foram 15 shows passando por 10 estados começando por São Paulo até o Pará! Cara, não tivemos nenhum problema sério, a maior roubada que nos metemos foi pegar um onibus 5 horas da manhã e ver que ele estava simplismente lotado, viajamos 3 horas em pé por uma estrada de terra, eu estava bêbado e não me aguentava mais. Depois que conseguimos sentar um bebê vomita no nosso ex-guitarra, o Juan, e logo depois disso o onibus quebra no meio do nada!!! Ficamos horas parados sem comer, sem beber, acabamos chegando na próxima cidade na hora do show, tomamos banho no banheiro do local do show e já tinha uma galera vomitando na privada enquanto tomávamos banho. Foi engraçado, haha. Melhores é difícil de citar pois foram todos fodas, mas alguns marcaram mais pra mim que foram Belém, Portel, Campina Grande e Sorocaba.
Carrascu: hahahahahaha que cena cômica essa do bebê!!! Então cara, fale-me agora sobre os planos da Violator. Debut já estava na hora, ein?
Capaça: Cara, os planos são lançar o CD e sair tocando pra caralho! Esse CD já demorou pra caralho, mas agora sai mesmo!
Carrascu: Como está ficando ele? Desde o início do ano vocês vem trabalhando nele, certo? Já tem título definido? Quantas músicas vocês irão gravar? Algum detalhe em especial nesse novo trabalho do Violator?
Capaça: Cara, ele esta pronto, peguei a master ontem e o CD vai pra fábrica segunda feira! Mas não fale pra ninguém deixe a galera ler na entrevista. hehehe
O CD vai se chamar Chemical Assault com 10 musicas, é riff atrás de riff, ele está seguindo a linha do Violent Mosh só está mais rápido e um pouco mais técnico, eu estou muito feliz com o resultado na minha opinião está muito bom!
Carrascu: Valeu mesmo pela entrevista cedida! Espero que tenha gostado, e deixo claro aqui que a GoreGrinder tem orgulho de ceder espaço para bandas como a Violator, que não deixa o verdadeiro Thrash Metal morrer e o phaz com muita qualidade e competência! Fica aqui o espaço para seus últimos comentários.
Capaça: Nós do Violator que agracemos foi uma honra Carrascu! E muito obrigado à todos que leram a entrevista! Keep Bangin'!
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Roberto  comentou:
Parabéns pela entrevista.
09/03/08 às 04:20 Hs
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