A INFERNAL WAR 666 é uma das hordas Catarinenses que tem crescido no cenário com seu black metal cru “old school”. Formada em 2003, conta atualmente em sua line-up com Armaggedda (Vocal), Pazuzu (guitarra), E. Lord Wizard (Bateria), Baalberith (Baixo) e Of The Night (guitarra).

Entrevista feita por Filipi e publicada no dia 02/08/2006
Filipi: Saudações! Temos aqui breves informações do histórico da horda, gostaria que vocês descrevessem como começou a proposta da INFERNAL WAR 666 e quem fundou a banda.
Of The Night: Bem, antes de mais nada eu gostaria de agradecer pela oportunidade que você está nos dando para apresentar a banda e mostrar aos leitores e a todos aqueles que se interessam pelas bandas da cena extrema brasileira os nossos pensamentos, ideologia e acima de tudo, nossos objetivos. Em relação às origens da horda, posso dizer que tudo tem inicio com as intenções de Pazuzu e Armaggedda em formar uma banda que pudesse exprimir seus desejos e pensamentos mais impuros e odiosos. Contudo o inicio da trajetória dos dois rumo a esse objetivo sofreu diversos reveses, não sendo poucas às vezes em que as estratégias para formação da horda tivessem que ser repensadas e os caminhos redirecionados. Antes de unirem suas forças em um intento comum os fundadores da banda tinham tentado a sorte em outros projetos, mas nenhum com maior expressão. Foi somente em 2002 que eles conseguiram reunir alguns indivíduos e começaram a compor algum material. Embora essa reunião não tenha durado muito, perdurou o tempo suficiente para consolidar os alicerces do que viria a se tornar no ano seguinte a INFERNAL WAR 666. Como qualquer outra banda extrema que inicia sua saga houve nos primeiros tempos algumas mudanças na formação, mas nenhuma delas afetou de forma determinante o núcleo que já havia se cristalizado em torno de Pazuzu e Armaggedda. Depois de conseguirem estabilizar uma formação a horda grava e lança seu debut, a demo “Under Wings Demons of Hell” que consegue algum reconhecimento por parte da cena. Em 2004 uma ampla reformulação a line-up acaba por reunir a atual formação e no ano seguinte a INFERNAL WAR 666 grava o material que comporá seu primeiro CD – “We Are the True Evil”.
Filipi: Eu escutei um pouco da primeira demo Under Wings Demons of Hell e vejo grande evolução nos shows ao longo do tempo. Além dos novos integrantes, que contribuem logicamente com esse desenvolvimento musical muito positivo, quais os outros aspectos que vocês consideram para essa evolução?
Of The Night: Concordo com você! Under Wings Demons of Hell traz em seu bojo os primórdios do Black Metal, um som primitivo, sem maiores refinamentos, tosco por essência. As músicas foram gravadas em um fim de semana, e o resultado é algo visceral e bruto, mais instinto do que técnica. É justamente o lançamento dessa demo que demarca a fronteira entre o que era e o que se tornou a INFERNAL WAR 666. A entrada de Of the Night, Lord Wizard e Baalbeherith contribui para a diferenciação que é observada atualmente e que você citou com grande propriedade. A banda ganha mais consistência, peso e técnica, sem abandonar o espirito “old school” que a caracterizou desde o inicio de suas atividades. Lord Wizard é um baterista que possuí uma técnica refinada com um punch nervoso e agressivo, Baalbeherith antes de assumir o baixo era guitarrista o que, evidentemente, acaba por influenciar seu estilo e conferir grande precisão e velocidade na mão direita. Esses atributos ao se coadunarem produziram uma sonoridade que tem se mostrado extremamente produtiva e original. A síntese dessa profícua união está registrada no nosso primeiro CD que em breve poderá ser avaliado pelos True black meteres.
Filipi: O que levou a saída dos antigos membros?
Of The Night: Alguns saíram por não conseguirem relacionar os objetivos da INFERNAL WAR 666 com suas vidas pessoais e seus próprios objetivos, outros por não se identificarem com a sonoridade que estava sendo construída e outros ainda, por não terem uma visão ideológica devidamente coerente com aquela que era buscada pela horda. Embora nem todos, mas a maior parte dos ex-membros continuam sendo nossos irmãos pelos quais temos grande respeito e amizade.
Filipi: E. Lord Wizard tocou e toca em outras hordas que tem como letras e outros elementos musicais inclusos no black metal um pouco diferente da proposta do INFERNAL WAR 666. Para ele e para vocês alem de ter sido uma vasta experiência, teve algo que modificou o modo de executar ou modificar os antigos hinos?
Of The Night: Lord Wizard tem uma trajetória rica em experiências musicais. Ele permaneceu uma década tocando na Great Vast Forest e contribuiu grandemente para que essa banda atingisse o nível de reconhecimento que tem nos dias de hoje, infelizmente os novos rumos tomados pela G.V. F acabaram por alijá-lo das pretensões futuras da banda. Foi baterista da Posthumous por algum tempo e atualmente faz parte da Drakonian Age. De qualquer modo todas as bandas que Lord Wizard passou ao longo da última década sempre tiveram por princípio uma sonoridade declaradamente Black Metal, por isso não houve problema algum quando ele se integrou a INFERNAL WAR 666. Quando ele passou a fazer parte da horda já haviam cinco ou seis musicas arranjadas pelo antigo baterista (Belial), contudo, ele não hesitou em dar cores novas a essas composições imprimindo de forma brilhante seu estilo pessoal a elas.
Filipi: Tenho informações da promo lançada somente para gravadoras, intitulada We Are The True Evil. Como não é de acesso para o publico e sim para selos e derivados, gostaria de saber que mudanças ocorrem em relação à proposta da demo ou mesmo timbres dos instrumentos? Quais musicas do Under Wings Demons of Hell foram postas na promo?
Of The Night: Na verdade “We Are The True Evil” não tem status de “Promo-CD”, o que fizemos foi enviar esse material para as gravadoras com o intuito de sensibilizá-las e tentar conseguir um contrato de parceria para o lançamento do nosso primeiro CD. Fizemos isso por entender que seria melhor apresentar um trabalho inédito do que iniciar uma divulgação independente e à medida que ela se desenrolasse tentar conseguir um selo. Atualmente temos contatos bastantes avançados com um selo mineiro que poderá em breve lançar esse material. Esse CD não traz nenhuma regravação das musicas que compõem a demo “Under Wings Demons of Hell”, são musicas totalmente inéditas. A sonoridade que obtivemos no CD é amplamente diferente da demo, até mesmo a forma e o tempo que levamos para gravá-lo são incomparavelmente maiores, enquanto que a demo foi gravada em um fim de semana, o CD levou mais de um mês só para ser gravado e a mixagem foi conduzida por mais de duas semanas.
Filipi: O material gráfico foi confeccionado de que maneira e por quem?
Of The Night: Pazuzu foi quem elaborou toda a arte que será utilizada como sugestão a gravadora para elaboração da capa do CD.
Filipi: Falando de novo sobre a promo, vocês receberam alguma proposta? E se vai ser feito realmente essa promo num CD?
Of The Night: Como disse anteriormente já temos contatos sendo mantidos com um selo de Minas Gerais que demonstrou interesse no lançamento do CD “We Are The True Evil”, contudo, por motivos óbvios não achamos conveniente citar o selo, pelo menos não agora. Quanto ao lançamento do CD isso é certo que ocorrerá, senão for através de um selo, será de forma independente.
Filipi: Recentemente no dia 15/07/06, foi executado o Infernal Festival, que infelizmente não teve o comparecimento do Black Angel do Peru por terem sido barrados na fronteira, mas gostei muito de ter sido aberto a outro metal extremo musical no caso o Vulkro (Doom metal). Quais motivos os levaram a montar esse festival? O que planejam para as futuras edições?
Of The Night: Quando estávamos em estúdio gravando o CD, cogitamos a possibilidade de realizar um evento a fim de angariar fundos para ajudar no pagamento das despesas que estávamos tendo com as gravações. Na mesma época estava sendo reativado aqui em Lages um bar que durante muitos anos foi o principal local de eventos de musica extrema da cidade. O que fizemos foi unir nossas necessidades financeiras com a re-inauguração do bar. Foi decidido que o nome do evento seria INFERNAL FESTIVAL e quem assumiu a organização foi a própria banda. Na primeira edição do festival tocaram apenas bandas da cidade e foi um grande sucesso. Para a segunda edição foram convidadas bandas de outras regiões, como a Misdeed, Nox Aderat e Vulkro, além de uma atração internacional a Black Angel do Peru, que, no entanto não pode se fazer presente. Na segunda edição houve também a mudança na organização do evento ficando basicamente com Pazuzu, Wardem Woods (Baohopfer) e Dani. Não sei ao certo como ficará a organização do evento no futuro e nem quando voltará a ocorrer um novo festival, mas quero crer que deverá ser um evento anual e voltado fundamentalmente a bandas de Black Metal.
Filipi: Em festivais nem sempre ocorrem noticias boas, em 2005 era para acontecer um pela região de Florianópolis, um show onde vocês eram a banda principal. Acompanhei o grande calote e desorganização do maldito que cancelou em cima da hora o show. Isso já aconteceu com outras bandas que vieram tocar aqui e negociaram com o sujeito. Gostaria de deixar esse tópico para vocês se manifestarem sobre esse fato neste web-zine, deste rip-off que infelizmente mancha o nome das pessoas daqui.
Of The Night: Nunca duvidamos das pessoas que compõem a cena extrema da capital catarinense e arredores. É nessa região que se concentram grandes bandas e nobres guerreiros que muito contribuem para o desenvolvimento do metal extremo em nosso Estado. Sabíamos desde o princípio que se tratava de uma atitude isolada e incompetente de um único indivíduo, contudo, de pouco vai adiantar para nós execrar essa figura aqui nessa entrevista. Acredito que os leitores pouco interesse tem por pessoas medíocres e despreparadas para as nobres tarefas que o Black Metal nos atribui. Penso que só pelo fato de vocês que moram aí já terem banido essa criatura do círculo de nobres que aí atuam nos basta, essa é a punição que ele merece. Qualquer banda que batalha por seu espaço no seletivo underground brasileiro corre o risco de ter esses percalços em seu caminho, conosco não pode ser diferente. Esse sujeito já se tornou passado para nós e não queremos perder tempo falando de um bastardo que não merece nossa atenção.
Filipi: A comunicação entre o metal extremo era feita por cartas, zines, distribuídos pelos correios e até mesmo troca de fitas gravadas. Hoje em dia a comunicação ficou muito mais acessível até mesmo no Orkut, onde é muito fácil encontrar membros de bandas, estilos e ideologias diferentes. Vocês acham que isso deixa o metal extremo mais vulnerável a esse tipo de calotes e até mesmo um acesso mais fácil a essa mídia porca que temos hoje em dia na TV?
Of The Night: Não podemos fechar os olhos para os novos tempos e as novas tecnologias, especialmente a Internet. Não tenho dúvida que ela torna muito mais ágil e relativamente mais segura as comunicações entre as pessoas. Lembro-me do tempo em que tinha que escrever 20 ou 30 cartas por semana e postá-las, sem, contudo, ter garantia nenhuma que iam chegar ao destino. Quando se desejava trocar sons a coisa se tornava ainda pior, pois além do preço da carta registrada ser exorbitante os estragos nas fitas ou CDs eram relativamente freqüentes. Atualmente com a Internet é muito mais rápido e fácil trocar informações com outros bangers, até mesmo em tempo real (com o MSN, por exemplo), além de se manter permanentemente informado sobre tudo o que acontece com as bandas através de seus sites ou páginas do Orkut. Embora se questione a presença de oportunistas e pessoas sem nenhuma credibilidade nesse meio de comunicação, penso que isso não atrapalha tanto o emprego dessa tecnologia a favor dos ideais do metal extremo. Quanto à “mídia porca” cabe a nós sabermos discernir o que presta e o que não presta em meio a essa massificação a que somos submetido diariamente pelos jornais, revistas, TV, enfim por toda essa enxurrada de informação que desaba sobre nós todos os dias.
Filipi: Falando em Orkut, eu li uma lista de bandas NSBM e pessoas se manifestando negativamente contra esse som. Conversei com o baixista de vocês e realmente ele me confirmou que uma das bandas intituladas Infernal War contidas nessa lista vem confundindo o nome de vocês que é INFERNAL WAR 666. Eu não tenho nada a manifestar a favor ou contra o NSBM, gostaria apenas de saber se isso tem implicado problemas?
Of The Night: As pessoas têm o direito de pensarem o que bem lhes aprazer, porém, acredito que aqueles que realmente tem consciência e inteligência superiores deveriam antes de especular ou criar polêmica contatar aqueles de quem se fala. Muitas são as bandas aqui do Sul que tem sido relacionadas como portadoras de ideais Nazistas, assim como você, nós também nos posicionamos com neutralidade no meio dessa discussão. A INFERNAL WAR 666 é uma horda de Black Metal, a temática que abordamos em nossas letras dizem respeito unicamente aos ideais satânicos e de oposição ao dogmatismo decrépito da Igreja Cristã, nossa luta é contra a pseudo-verdade propagada por essa entidade enfraquecida pelo seu próprio discurso. Os ideais políticos pessoais de cada um dos membros da horda não se inserem no arcabouço ideológico maior que representa a INFERNAL WAR 666. Não tivemos até o momento nenhum problema que mereça atenção em relação a essas interpretações que algumas mentes menores tendem a encetar na cena extrema, e quanto a confusões entre nós e a Infernal War da Polônia não houveram ainda de forma efetiva.
Filipi: Como é a cena no geral em Lages?
Of The Night: A cena lageana é caracterizada por fluxos e refluxos, existem momentos que surgem bandas e bangers em grande quantidade, no momento seguinte desaparecem completamente. Devem haver, além da INFERNAL WAR 666, mais duas ou três bandas de Black Metal em atividade em Lages, mas confesso que não conseguiria garantir que essa informação está correta. Há bandas que só existem na teoria, ou seja, sabe-se que já fizeram alguns shows, que aparecem em zines, mas que nunca realizam apresentações. Com exceção da Baohopfer que é uma banda que temos relações de amizade e companheirismo as demais, se é que ainda existem, mantêm-se afastadas (até onde sei) da cena extrema, ao menos sem fazer aparições ao vivo.
Filipi: Bem, finalizando queria agradecer por esta entrevista e deixar um espaço livre para seus pensamentos!
Of The Night: Mantenham-se fiéis ao underground extremo; Apoiem as bandas que se esforçam para engrandecer a nossa cena; Afastem-se daqueles que usam o Black Metal para se autopromoverem; Não se esqueçam que a união e a luta por nossos ideais são a única saída possível para não sermos tragados por aqueles que pregam a palavra vazia da doutrina cristã. FORÇA E HONRA A TODOS OS TRUE BLACK BANGERS
Contatos:
A/C Pazuzu
Rua Selma N. Martins, s/n - Em frente ao 155
Bairro Guarujá - Cep: 88521-115 - Lages/SC
infernalwar@hotmail.com
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Hell  comentou:
hell hordes attack warriors hail
06/10/09 às 15:13 Hs
Luiz Neto  comentou:
qual é o melhor death metal ou black metal?
01/08/09 às 22:19 Hs
Marcelo  comentou:
Saudações a todos gostaria divulgar a horda Sombras Nefastas de São Paulo meu e-mail bodeselvagem@ig.com.br
abraços.
17/07/09 às 01:34 Hs
Gabriel  comentou:
black metal
05/05/09 às 09:00 Hs
Lord Schneider  comentou:
Hail grande guerreiro a cena de santa catarina é maravilhosa e a Horala de vcs é imcrivel eu que gosta black matal war tudo de bom mesmo . como faço para aiqueri o cds da banda .
Um grande abraço para todos
Hail satan
07/04/09 às 21:32 Hs
MASCOTE  comentou:
666 É SINBOLO DO DIABO OU DO ROCK ?
25/01/09 às 15:10 Hs
Kristiano  comentou:
Saudações! quero obter contato e divulgar a horda Amazarak em teu web zine se possivel!
Sangue e Honra
22/12/08 às 20:01 Hs
Yvanes Blasfemo  comentou:
seria legal vocs desse glorioso wep zine entrevistase a mesocranio death metal de juazeiro do norte/CE contato
rejunio@hotmail.com
09/11/08 às 22:19 Hs
LATEX  comentou:
Hail from germany...and hail to lages...

with best regards RONNY LAGES
24/03/08 às 20:27 Hs
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