100% Underground é essa banda aqui chamada Stomachal Corrosion, que nessa edição tivemos o prazer de entrevistar o camarada Charlie! O SxCx esse ano de 2006 esta completando 15 anos de estrada, sempre fieis a esse fudido Underground! Com vários lançamentos nas costas, de todos tipos e formatos! A banda é formada por um quarteto, que são: Silas (Bass), Cleyrison (Vocal), Manoel (Drums) e Charlie (Guitar). Saiba um pouco mais sobre essa que é uma das mais fuderosas bandas de Grindcore desse pais!

Entrevista feita por Luiz e publicada no dia 18/06/2006
Luiz: Ola grande Charlie!!! Porra cara, fudido para nós estar entrevistando o grande SxCx!!! Para iniciar essa conversa conte um resumo de todo trajeto da banda que esse ano esta completando seus 15 anos de porradaria GrindCore em nosso Underground!
Charlie: Olá, grande Luiz Gabriel! Meu, pra mim é que é grande prazer estar participando de teu fudido fanzine! Cara, nestes 15 anos de estrada acho que fizemos alguma coisa, mas me sinto sempre em um permanente recomeço, pois estamos sempre reciclando ensinamentos que às vezes não deram muito certo no passado. Na história do Stomachal Corrosion acho que mudaria pouquíssimas coisas, se pudesse apenas não incluiria na formação da banda algumas poucas pessoas que entraram e não acrescentaram em nada na banda, pessoas que entraram e saíram e não influenciaram positivamente em nada. O resto deixaria tudo como está, shows, gravações, viagens, etc.
Luiz: A banda já vai pra mais de 20 materiais lançados, fora às participações em compilações. Gostaria de saber qual foi o material mais bem aceito pela cena nacional e internacional. Em sua sincera opinião, qual é o melhor trabalho de vocês já lançado ate hoje?
Charlie: Cara, a última contagem deu 43 participações e lançamentos. Acho que o que teve uma maior exposição e divulgação foi o Split CD com o Agathocles, lançado pelos selos Heavy Metal Rock e No Fashion HC Rec. e este é o melhor material, em minha sincera e humilde opinião, que lançamos até o momento, mas temos um CD todo pronto pra ser lançado, o “Transtorno Obsceno Repulsivo”. Este sim será nosso melhor material, tanto musicalmente quanto na qualidade de gravação. Pena que ainda ninguém se dispôs a lançá-lo. Às vezes penso que pra se ter “sucesso” a fórmula mágica é ser cópia ou copiar o que puder bandas já consagradas. Temos bons exemplos no meio da música extrema no Brasil.
Luiz: A SxCx é uma das bandas mais antigas e respeitadas da cena GrindCore nacional. Como vocês conseguiram conquistar todo esse respeito dentro do país? E na cena gringa, como a galera vê a SxCx?
Charlie: Que somos velhos eu sei, agora quanto ao respeito tenho minhas dúvidas. Muita gente que vivemos apoiando, não dá a mínima pra nós. Não que fazemos algo esperando algum retorno, mas sempre acreditei em um tipo de código de ética no meio Underground, uma espécie de reciprocidade espontânea, um apoio mútuo. Por outro lado também sei de muitas pessoas que nos apoiam e curtem nosso trabalho. No Orkut mesmo, às vezes aparecem pessoas que nem imaginava que existissem e que são curtidoras de nosso trabalho. Isso é muito bom e motivador. Quanto ao exterior... Bem, já tivemos uma certa exposição em alguns países e o retorno tem sido muito satisfatório. Sempre tem pessoas buscando por sonoridades diferentes, mesmo sem sair de um contexto.
Luiz: Bandas como Rot dentre outras mais antigas do Grind Core nacional já conseguiram fazer umas turnês em paises da Europa e tudo mais... Essa é uma meta que a SxCx deseja alcançar? O que falta para vocês irem para Europa fazer uma turnê?
Charlie: Sinceramente, esta não é nossa meta. Se isso ocorrer algum dia será muito louco, mas não temos isso como uma meta a ser alcançada. E se acontecer não pensamos em ir pagando tudo, só por ir. Só vamos se algumas pessoas tiverem o interesse em nos levarem pra lá, nada deste esquema de gastar o dinheiro que nem temos, nos enchermos de dívidas pra fazer alguns shows em lugares toscos até o osso. O legal é ir pra fora do país em esquemas legais, com uma estrutura ao menos mínima e tocar em lugares que nos dêem algum retorno em termos de divulgação e expansão de nosso trabalho.
O que adianta sair daqui pra tocar pra meia dúzia de bêbados em um boteco podre?
Luiz: Hoje em dia, em minha opinião, a cena Grind Core lá de fora da ate mais apoio à cena daqui do Brasil do que as próprias bandas nossas... O que você acha dessa situação? Aqui do Brasil quais bandas dentro da cena Grind Core que dão real apoio e valor ao Underground Brasileiro?
Charlie: Parece que pensamos igual em certos assuntos, heim? Veja nosso caso: estamos procurando um selo pra lançar nosso CD. Nos dedicamos mais de uns anos integral pra este lançamento. E não tem um cidadão no país que tenha o interesse em lançar o disco. Porque? Porque muitos deles já estão abarrotados de lançamentos de bandas de outros países. Não seu xenófobo. De forma alguma, o lugar tem que ser ocupado por quem chegou primeiro ou tem seus méritos. Mas temos visto cada vez mais bandas do Brasil se fudendo pra lançarem por si próprias seu material. Veja o mais novo (e fudidaço) CD do Subtera. Conversei uma vez com o Didi, e o cara disse que eles mesmo é que estavam fazendo todas as correrias, pois cansaram de ficar correndo atrás das pessoas. As bandas nacionais estão sendo heroínas em um mercado que só está se preocupando com medalhões e membros de seus clãs e panelinhas. Você tem que viver babando certas pessoas pra conseguir algo aqui. Uma pena. Lastimável.
Luiz: Conte-nos o que houve há uns tempos atrás que a banda ficou parada? E no momento, como anda a formação da SxCx? Essa você acha que seria a melhor ate hoje?
Charlie: O problema foi justamente devida à formação, ou melhor, falta de uma. Isso foi quando voltei a morar em Minas Gerais, em 1998. E depois que gravamos nosso material pro split com o Agathocles. Este foi um período de instabilidade, quando eu tive que procurar opções na formação, testando umas e outras pessoas até chegar na formação que estamos hoje. Realmente esta é a melhor formação desde 1994. Sentimos muita firmeza nos ensaios e shows.
Somos muito amigos e todos sabemos nossos deveres dentro da banda. Isso é muito bom.
Luiz: O que você acha de radicalismo dentro da cena Underground? A cena Grind Core não é tão radical como outros estilos dentro do cenário nacional... Mas o que você acha do White Metal, Nazismo, e outras merdas como essa que infestam nossa cena?
Charlie: Não sei se radicalismo é prejudicial ou benéfico. Pois tem as duas faces de uma mesma moeda. De um lado afugenta os idiotas de plantão que só atrapalham e de outro lado limita a entrada de novas pessoas que poderiam acrescentar algo produtivo e saudável ao cenário. Não sei se o GrindCore é o menos radical. Acho que rola muito radicalismo sim, e não acho ruim isso. Por outro lado vemos uma total falta de apoio e interesse pelo estilo num contexto geral. É como se a única coisa possível de GrindCore é Napalm Death. Quando falo que somos GrindCore algumas pessoas torcem o nariz, outros acham que se nos lançarem não vão conseguir vender nossos discos. O GrindCore está meio morto perante muitas pessoas e falta um apoio maior por parte de quem o faz no Brasil. Sobre White Metal, Nazismo, etc... Tudo lixo. Escória, pensamentos vazios de inteligência e no caso do White Metal, é o mesmo que o famigerado Krishna Core de alguns anos atras, como Shelter e estas bandinhas de merda. Só oportunismo religioso.
Luiz: Em nossa cena mundial vem aparecendo varias bandas misturando som Techno com musica tosca, Grind Core, Gore Grind e tal... Formando assim o chamado Cyber Gore (Ou Eletro Grind) que ate hoje ainda temos poucas bandas desse estilo e ainda ocorre um grande preconceito por parte de muitos. O que você acha dessa sonoridade? Você montaria um projeto Cyber para você?
Charlie: Nunca pensei em projetos paralelos. Tenho tanta coisa pra fazer com o SxCx diariamente que não tenho tempo pra pensar em outras sonoridades e projetos. Mas se tivesse um equipamento talvez até faria algo sombrio e obscuro, como um Black Metal lento, denso e pesado, com equipamentos pra “banda de um homem só”. Não sei se na linha Cyber, tecno ou eletrônico, mas algo assustador sim.
Luiz: E as gigs, como estão indo? E os próximos materiais da banda, quais serão? Eu fiquei sabendo que estão procurando selos interessados em lançar um Debut Full CD da SxCx... E ai, já apareceram interessados? Você acha que sai ainda esse ano?
Charlie: Sobre shows... Bem, tocamos dia 15 de janeiro de 2006 aqui em Cambuí, onde moramos, com o Torture Squad, e temos algumas propostas pra mais shows no decorrer do ano. Este é o ano em que completamos 15 anos de estrada e queremos tocar muito e em todos lugares possíveis. Sim, como já disse acima, estamos com nosso debut CD pronto e ainda sem uma gravadora definida pra lançar. Mas espero que ainda saia mesmo em 2006. Queremos dar continuidade à banda, compondo novo material e entrar novamente em estúdio, mas isso só deve acontecer depois que “Transtorno Obsceno Repulsivo” for lançado.
Luiz: Bom meu amigo, foi uma honra para mim entrevistá-los!!!! Contem sempre com o apoio da CRZ/P/D!!!! Forte abraço e agora deixe seu recado...
Charlie: Porra! Eu que agradeço ao apoio, força e amizade. Sinto falta de mais fanzines tradicionais no cenário atualmente. Está reinando a era dos webzines. Isso é legal, mas tem muita gente que não tem computador, ou acesso a um. Ou ate mesmo não curtem Internet e estas coisas. Quem quiser escrever, sinta-se à vontade. Grande abraço a todos e leiam e apoiem os fanzines tradicionais, esta arte não pode morrer.
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Charlie Curcio
Rua Capito Soares, 438
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37600-000
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EU NAO TENHO E-MAIL NAO,,,MAS PODE LIGA PRA NOS AQUI 03892067817 ...FALA COM DANGA...
04/04/12 às 15:52 Hs
COMO E QUE TA IRMA? QUE QUE TEM DE BOM PRA NOS AI.. RENATO FALOU QUE VC TEM TD QUE NOS PRECISAMOS DE ROCK IN ROLL...
04/04/12 às 15:47 Hs
Charlie Curcio  comentou:
Por favor, o novo endereço do StomachalCorrosion é:
Charlie Curcio
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www.myspace.com/charliecurcio
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E-mail: charlie.sxcx@ig.com.br
23/05/09 às 14:57 Hs
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