Austhral é uma horda de Florianópolis (SC), formada em 2004 com uma proposta de fazer um som black/folk/prog, pesado e ao mesmo tempo bem tocado sem frescuras. A horda aborda em seus temas tantos sonoros como líricos o folk nacional voltado para temas do sul do país como a Guerra dos Farrapos e tem como integrantes Juliano (Vocal), Cristian (Guitarra), Chagas (Baixo), Salles (Teclados) e Marlon (Bateria).

Entrevista feita por Filipi e publicada no dia 14/06/2006
Filipi: Saudações! Queria agradecer a aceitação desta entrevista! Eu sei que antes do nome Austhral, vocês tiveram outros (Sepher mais recente e o Kriegerstein). Gostaria que contassem um pouco dessa trajetória e a evolução musical.
Cristian: O Austhral começou oficialmente em março de 2004. Foi a partir daí que começamos a compor músicas para fazer parte de uma coisa só. Antes disso, já havia composições e algumas das músicas do nosso atual repertório (Sacred e Ruinland) foram sim compostas em épocas anteriores, quando a banda tinha outro nome. O processo foi evoluindo e atualmente acreditamos que a escolha do nome Austhral marca a verdadeira gênese do grupo.
Filipi: Temos aqui o material Foresta Dell´Ombra que vocês laçaram no final de 2005, essa promo foi distribuída somente 50 copias. Como foi a resposta desse material?
Cristian: O lançamento de Foresta Dell'Ombra aconteceu no festival Celebração dos Bosques de Satan, em Florianópolis e pretendíamos restringir o lançamento somente àquele festival. Tivemos uma boa resposta e muita gente quis conferir o material mesmo bem depois do show. Aquele CD é uma amostra do que vai sair no primeiro álbum do Austhral
Filipi: O som de vocês possui muitos elementos sonoros como black, folk, heavy e teclados de fundo que dão um clima mórbido ainda mais misturados com gêneros musicais locais. Eu não tive a oportunidade de conferir as letras. Queria saber quais os fundamentos líricos que vocês adotam e como é feita essa composição?
Cristian: A nossa proposta é conceitual e sempre baseada numa história que é contada por meio de várias músicas. Geralmente estruturamos a história, discutimos os argumentos e abordagens, depois partimos para as músicas. A idéia das letras sempre está presente dentro do processo de composição dos instrumentais, assim como todo o rumo da história que pretendemos contar. No álbum a ser lançado ainda este ano, contamos uma história que é ambientada na Guerra dos Farrapos, uma guerra que culminou com a criação de um novo país do Sul. No entanto, não abordamos este fator político, mas sim os detalhes daquela época e da presença constante da morte e do vento.
Filipi: Vocês já vêm tocando em alguns shows e festivais pelo o estado de SC. Em relação a publico, como está sendo as criticas das apresentações?
Cristian: Estamos muito empolgados com a receptividade dos nossos shows. Tanto em Florianópolis quanto no interior, o público tem nos recebido bem. Realmente não há o que reclamar.
Filipi: Também há pouco estavam divulgando o clipe “Secret Cave” disponível no site oficial (www.austhral.com). Além da importância da divulgação audiovisual, como está sendo a recepção desse vídeo e como ele foi feito?
Cristian: O videoclipe está disponível há pouco mais de dois meses e, já no primeiro mês, a visitação do site duplicou. A revista DaTribo, de São Paulo até nos pediu o material para ser lançado no seu DVD anexado à revista e acredito que sairá no próximo número. Isso também nos deixa empolgados. As imagens usadas no clipe foram gravadas no show do Vooadeira em janeiro deste ano. Foram utilizadas duas câmeras durante o show, depois escolhemos as melhores imagens e editamos.
Filipi: Como andam as novas gravações para o Cd do Austhral? Vocês já têm algum nome intitulado?
Cristian: As gravações estão mais ou menos na metade. Esperamos estar com o material pronto até agosto para que o lançamento seja no máximo até o final deste ano. Quanto ao título, se não se importa, preferimos divulgar mais adiante (heheh).
Filipi: Vai ser independente ou tem alguma proposta de algum selo ou gravadora?
Cristian: Provavelmente vamos lançar através de um selo catarinense, a Face The Abyss. Ainda estamos em negociação, vendo questões de tiragem e detalhes da produção.
Filipi: Voltando sobre a gravação do Cd, quais são as novidades que o público deve receber?
Cristian: Bem, além das músicas presentes na promo Foresta Dell'Ombra regravadas, o CD vai contar ainda com pelo menos mais cinco músicas, totalizando dez para o álbum. Estamos com planos para incluir um faixa de dados no CD com algum material sobre a banda, fotos, vídeos, etc.
Filipi: Eu vejo a crescente procura por esse gênero black/folk. Como vocês vêem a cena hoje, local e do país? E também como é à procura do material do Austhral?
Cristian: Salvo algumas exceções, achamos que não existe cena black/folk brasileira. Normalmente as bandas black/folk do Brasil são muito influenciadas pela música folclórica dos países do norte. Isso é uma contradição, porque a essência do movimento black underground é um regionalismo ou nacionalismo e não a adoração da cultura de outros lugares. Nós aqui do Brasil, temos tantos motivos para nos orgulhar do que somos, quanto os noruegueses, por exemplo. Nossa cultura é tão rica quanto à deles e apoiamos as bandas de metal que já se dão conta disso.
Filipi: Bem, queria agradecer a entrevista e deixo aqui um espaço a vocês!
Cristian: Queremos agradecer pelo convite da entrevista, ao Filipe e ao Carrascu, e deixar o nosso agradecimento a todo o pessoal, às bandas, aos organizadores de shows que têm nos convidado sempre para tocar, seja em Floripa ou no resto do país, e esperamos continuar tocando e levando o metal do sul para todos os lugares que pudermos.
Salve o Metal!!
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