O Cruscifire é uma banda nova no cenário brasileiro. Desde 2005 vem fazendo um som bem ao estilo Death Metal "old school" com veias fortes do Thrash Metal oitentista. Lançou uma demo muito bem comentada e faz grandes shows pelo Brasil e chamam a atenção de quem os confere. Aqui, Victor Angelotti (Guitarra/Vocal), nos conta mais sobre a banda paulista de Death Metal.

Entrevista feita por Carrascu e publicada no dia 02/06/2006
Carrascu: O Cruscifire inicialmente se chamava "Maggots" e quando descobriu que existia uma banda de mesmo nome decidiu mudar. Como vocês descobriram essa banda de mesmo nome? Aproveite também para nos comentar um pouco sobre o início da banda, quando ainda tocava covers.
Victor: Bom, primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de poder estar fazendo a entrevista para o GoreGrinder! Então, como você disse, no início a banda se chamava Maggots, mas mudamos o nome pelo fato de já existir outra banda com esse nome, que descobrimos através da Internet. Na verdade nós nos apresentamos como Maggots uma única vez. Tocávamos covers de Sepultura, Metallica, Ratos de Porão, Slayer, Napalm Death, Cannibal Corpse...Foi uma fase muito importante apesar de curta, pois foi quando definimos as nossas influências e o caminho que iríamos seguir.
Carrascu: A banda é nova, mas já possui uma demo muito bem comentada na mídia especializada. Como foi o processo de produção desse material? Comente mais sobre a repercussão e a importância do "Sick World" para o Cruscifire.
Victor: No início de 2005 começamos a compor nossas próprias músicas, e no meio do ano resolvemos gravar a demo, que contém 5 músicas de nossa autoria. A demo foi gravada aqui mesmo em Atibaia, tentamos gravar da melhor maneira possível na época e ficamos muito contentes com o resultado. A repercussão da demo não poderia estar sendo melhor, estamos muito contentes com os comentários e criticas, e achamos isso fundamental para o nosso crescimento e evolução musical. A importância da demo “Sick World” para nós é muito grande, pois é apenas o começo da caminhada, estamos conseguindo muitas coisas legais com esse trabalho, como shows fora do estado de São Paulo e muitos shows fodidos no interior paulista e ma capital, alguns deles abrindo para grandes bandas de renome nacional.
Carrascu: O lançamento da demo foi num show ao lado de bandas como Claustrofobia e Executer. Como foi tocar com uma banda em evidência como o Claustrofobia e uma banda clássica como o Executer?
Victor: Foi maravilhoso poder lançar a nossa demo ao lado dessas bandas! Além de serem umas das bandas que agente mais curte e respeita, viramos amigos dos caras, e isso é o mais importante, pois os caras estão dando um puta apoio pra gente! Quando tocamos pela segunda vez com o Claustrofobia foi muito legal, pois eles já conheciam o nosso som. E o Executer sem palavras, os caras estão a muito tempo na cena, e receber elogios de uns caras como esses é muito foda!
Carrascu: Após esse show a banda teve uma baixa em sua formação com a entrada de Realdo Júnior no lugar do baixista Victor Pulschen. Qual foi o real motivo da saída do Victor? Com a entrada de Realdo o Cruscifire obteve novas influências ou o som continuou o mesmo?
Victor: Bom cara, a saída do Pulschen foi algo complicado... Nós tínhamos alguns shows marcados na época, e a gente estava com um bom entrosamento, foi muito difícil essa mudança. Ele teve que se afastar da banda por motivos familiares, pois os pais dele queriam um outro caminho na vida dele, pois a banda exige muito de nós apesar de ainda ser algo pequeno, estamos largando muita coisa pela banda. Mas nossa amizade continua, pois somos amigos dele a muito tempo, e ele ainda nos apóia muito. A entrada do Júnior foi muito positiva para a banda, pois além dele trazer algumas influências a mais, deu uma grande mudada no som pelo fato de ele tocar com baixo fretless, mudando relativamente a nossa maneira de tocar. O bom foi que ele entrou com uma grande vontade na banda, e isso só nos trouxe coisas positivas.
Carrascu: Apesar de a banda ser mais calcada no Death Metal "old school" a veia Thrash oitentista é muito forte, apesar de o Cruscifire ser constituída por membros de pouca idade. Como essa influência chegou aos ouvidos de vocês sendo que não puderam curtir a época do verdadeiro Thrash Metal? O que vocês acham de bandas como Pantera, Machine Head entre outras do estilo que não demonstram muita influência de Thrash Metal e mesmo assim existem pessoas que os consideram "Thrash Metal"?
Victor: Bom cara, todos nós da banda ouvimos metal a algum tempo, especialmente Thrash e Death metal. Não sei como isso começou, mas foi algo natural, pois eu e meu irmão (Caio – Guitarra) escutamos rock e metal a muito tempo, pois o nosso pai sempre escutou esse som. Então quando éramos mais novos escutávamos AC/DC, Deep Purple, Led Zeppeling e outros clássicos... Até que então “descobrimos” Slayer, Metallica, Sepultura, Pantera e a coisa foi apodrecendo hahaha... Bom cara, sobre essas bandas como Pantera, Machine Head, etc, não demonstrarem muita influência do thrash oitentista, eu particularmente gosto dessas bandas independente de ser thrash ou não, inclusive eu, o Caio e o Junior curtimos Pantera desde quando começamos a escutar metal e temos todos os discos da banda... Não ligo muito para rótulos e datas, se o som é bom ao meu ver, eu vou escutar, do melódico ao black metal, sento de 80, 90, 2000, pra mim tanto faz...
Carrascu: Fora os shows feitos no estado de São Paulo a banda se apresentou aqui em Florianópolis/SC no "Vooaderinha Festival" ao lado das bandas Misdeed, Morgan e Anatriz. Como foi tocar fora do estado de São Paulo pela primeira vez? O que você lembra desse show na capital catarinense?
Victor: Bom cara foi uma experiência muito boa, pois foi nosso primeiro show fora do estado de São Paulo, então estávamos muito empolgados com o show e com tudo. Foi uma coisa muito boa para banda e nunca esqueceremos, principalmente pelas amizades que fizemos e pelas bandas que tivemos contato, como o Anatriz que eu achei muito foda, o Morgan, o Misdeed, Vulkro, Liberty Expression e conhecemos também o som do Brutal Butchery. Foi foda!
Carrascu: Um mês depois de tocar aqui a banda se apresentou no Brutal Fest em Goiânia/GO para um público de aproximadamente 1.000 pessoas ao lado de bandas como Claustrofobia e Subtera. Como foi tocar para um público tão grande? Comente mais sobre esse show.
Victor: Nossa, tocar pra toda aquela galera insana foi de outro mundo! Foi um dos shows mais fodidos, e vai ficar pra sempre na memória! Nesse show também fizemos grandes amizades, como com os caras do Eternal Devastation, Terrorcorpse, Deadly Curse, Dark Ages e mais um monte de bandas. Esperamos voltar pra lá muito em breve!
Carrascu: Quais são as bandas nacionais que você destacaria na atualidade e quais bandas clássicas nacionais vocês se influenciaram?
Victor: Bom cara, atualmente eu escuto muito o som de bandas nacionais, acho que até mais do que o som das bandas de fora. Tenho mais CD nacional do que gringo hahhaa. Bom, eu destacaria as bandas: Torture Squad, Claustrofobia, Andralls, Subtera, Funeratus, Krisiun, Eternal Devastation, Mad Dragzter, Bestial, Mental Horror, Collapse NR, Hibria, Confronto, Anatriz, Gammoth, Kamala, Soulriver, Bloody, Corporate Death e mais um monte de bandas. Se eu for falar todas nem cabe aqui ahahha. Bom, das antigas as que sempre nos influenciaram foi com certeza o Sepultura, Executer e Korzus.
Carrascu: Um dos planos da banda é lançar seu debut CD no início de 2007. Vocês teriam quantas músicas prontas para esse material? Algum selo já se mostrou interessado em lançar esse CD? Algum nome cogitado pela banda para esse CD vocês poderiam nos adiantar?
Victor: Sim, os planos são para lançar o debut em 2007. Nós já temos algumas musicas novas prontas, o cd terá em torno de 10 faixas. Ainda nenhum selo se interessou em lançá-lo, mas nós vamos ver o que acontece. Ainda não temos um nome definitivo, vamos ver depois que o material estiver gravado.
Carrascu: Muito obrigado pela entrevista, espero que a Cruscifire mantenha o seu ótimo caminho e que eleve em muito nossa cena com o seu excelente trabalho que vem fazendo. Esse espaço é para suas últimas palavras.
Victor: Bom, queria agradecer mais uma vez pela entrevista, e agradecer toda a galera que nos apóia, a todos que batalham para manter o underground vivo, sendo bandas, bangers, revistas, sites, zines, todos fazem isso! Um abraço pra galera aí de Floripa e pra todos que curtem o verdadeiro metal! Para aqueles que ainda não conhecem o nosso trabalho acessem: www.cruscifire.cjb.net. Ainda é só o começo! Valeu!
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