BURN THE MANKIND - Burn The Mankind
Os gaúchos (da capital, Porto Alegre) do Burn the Mankind são Pedro Webster nos vocais e baixo, Marcos Moura (ex-Nephast) e Raissan Chedid nas guitarras, e Matheus Montenegro (que já tocou na, infelizmente extinta, The Ordher) na bateria. Com um currículo e um passado importante nas costas, não dava para espera menos: um massacre! Cara, que interessante que fica, a cada ano que passa, essa escola gaúcha de Death Metal. Neste petardo, de pouco mais de dez minutos, temos uma trituração que não deixa nada a desejar às bandas consagradas por aquelas plagas, citemos: The Ordher como uma das mais recentes, Nephast e Rebaelliun. Tenho absoluta certeza que esta banda terá um futuro promissor, se a estabilidade de formação, principalmente, não for um problema para o futuro (parece ser o grande problema das bandas por lá). Bem, começando com a crítica propriamente dita, acho que o principal problema aqui é a falta de informações dentro do arquivo disponibilizado para download. Acho que esse material merecia um encartezinho simples mesmo (em imagem ou pdf), mas que permitisse ao ouvinte ter acesso às letras, detalhes da produção/gravação do material, etc. Quanto à faceta sonora, quase impecável, em termos de qualidade de gravação/produção. Talvez melhorando algum detalhezinho na produção (que sempre permite melhorar) e teremos aqui um padrão perfeito para um full-lenght posterior. São quatro faixas ao todo, sendo que a primeira “The Code”, funciona mais como uma introdução, com um inicio bem climático logo seguido de um riff muito bacana e uma batera esbanjando velocidade. Digamos que serve como um ‘filtro’ ou ‘código’ para o que vem posteriormente, que é a faixa “Survive On”. Lembrou-me ligeiramente o Hate Eternal e o Morbid Angel da fase com o Steven Tucker. Riffs muito bons, bem elaborados, andamentos quebrados e uma bateria que esbanja técnica. A terceira faixa é “Human Decay” e mantém a tocada, com técnica e feeling invejáveis, uma batera com um bumbo monstruoso, riffs muito legais de guitarra. Por fim, temos um cover do Ratos de Porão, “Morrer”, que ganhou uma versão bastante interessante e brutal. No geral é um som Death Metal que flerta com elementos do Thrash e do Grindcore, de uma maneira que revela extremo bom gosto. Ficamos na expectativa do debut.

Domingo, 04 de Setembro de 2011
Por: Alex Neundorf
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