Banda/Artista: Anphisbenah
Título: Infinite Mutable Fundamental Form
Lançamento: Independente
Ano: 2004
Contatos: P.O. Box 9555 - CEP: 90441-970
Porto Alegre/RS
trouverdeath@yahoo.com.br
Resenha por Carrascu
Publicada no dia 25/09/2004
Nota: 10,0
Anphisbenah é uma banda já bem antiga no cenário nacional mas que somente agora lança seu segundo álbum. A banda gaúcha de Death Metal traz para seus fãs o "Infinite Mutable Fundamental Form", um CD de 7 músicas e inúmeros esforços para que tal trabalho viesse a público finalmente.
O trampo da capa, que é toda em preto e branco, é de ótima qualidade, feita em papel couchê e encarte com as letras de todas as músicas exceto a faixa 7 do CD. A "Rise Supreme" foi regravada da demo "Initiates the Horrendous" de 1998. Os agradecimentos e as informações básicas das gravações do CD concluem o trampo gráfico, que de cara mostra efeitos sombrios, cheios de mensagens subliminares, tudo feito pelo vocalista Cesar De Cesaro e Virtual Media Design. Na parte de trás, os nomes das músicas e endereço da banda para contato. O trampo gráfico está muito bom, porém faltou o line-up que gravou o CD, mas essa informação se consegue indo na página da banda (www.anphisbenah.com.br).
O som, aí está tudo em uma banda! O som é o que importa, poderia vim até sem capa, mas o som não pode ficar para trás de jeito nenhum! E é aí que está o grande forte do Anphisbenah, pois logo de cara vem a "Perpetuation" começando brutalíssima com a bateria e a guitarra detonando tudo, altamente empolgante quando entra o vocal por cima dessa quebraceira toda, a gravação chama a atenção por ser muito bem mixada, se ouve tudo! O baixo mandando bem, a bateria moendo o som, e os rifs mesmo são espetaculares, muito bem feitos, não pára um minuto sem mudar de ritmo, mostrando de cara que a banda tem um puta entrosamento de dar inveja a muitos por ae. Emendando em seguida a "I Am the Resistance" sem dar tempo nenhum na brutalidade sonora. Essa música é ainda mais quebrada que a anterior, os rifs e a bateria fazem um duelo de empolgar qualquer fã de Death Metal bem trampado. A guitarra com uma distorção suja e aguda, porém mostrando partes de peso, encaixando perfeitamente com as quebradas do ótimo baterista "Trouver". Os rifs dessa música, principalmente no início dela, me lembram um pouco Amon Amarth, mas não é nenhuma cópia muito pelo contrário, a banda tem uma identidade incrível, mostrando ser uma das melhores do Brasil com certeza. Logo vem a "Marcha Funebre", que apesar do nome ser em português as letras são em inglês mesmo. Bom, essa música mostra ainda mais o que eu já venho falando nesse texto, que os rifs são FODIDOS!!! Ricardo Lopes manda muito na guitarra, principalmente nas criações, que são muito complexas e com isso vem a bateria acompanhando e quebrando tudo, o que cria uma identidade única nessa fodida banda de Porto Alegre. Na próxima faixa do CD o vocalista Cesar De Cesaro começa a música dizendo: "Swallow your own words... Don't talk back to me... Swallow your own teeth... Broken by my fist, cuz... WE ARE THE TESTIMONY" e vem o caos sonoro destruidor de tímpanos que é a "Testimony", não sendo diferente em termos de agressividade comparando com as anteriores. A música começa um pouco mais lenta, porém muito pesada e aos poucos ela vai mostrando sua cara e a velocidade vai aumentando juntamente com as variações de ritmo que a banda exibe muito durante todas as suas composições, demonstrando que batalharam bastante para sair um som assim. Os bumbos da bateria estão um pouco altos, mas nada que atrapalhe ou que encha o saco dos ouvidos, pois além de altos são agudos e constantes nas músicas. A próxima é a "Into the Sickroom" que começa dilacerando tudo mostrando backing vocals mais rasgados, dando um contraste com o vocal nervoso e pesado de Cesar. Essa como todas as outras músicas mostram que a Anphisbenah não é mais uma banda "alá Krisiun" como muitas por ae e como alguns que não conhecem essa banda possam pensar, todas as músicas são diferentes umas das outras, mas mantém o peso, agressividade e complexidade que eles não deixam de lado em nenhum momento. Não é fácil achar bandas que façam um som tão quebrado como essa e ainda com uma qualidade de gravação de primeiro mundo. "My Church" é a próxima pancadaria do CD que pra mim, até o exato momento em que escrevo esta resenha, é o melhor álbum nacional de 2004, realmente um CD de impressionar logo de cara por ser de ótima qualidade sonora e possuir composições tão bem feitas e criativas. O baixo aparece muito bem nas músicas, André Pires não fica pra trás, pelo contrário, acompanha muito bem toda essa destruição sonora que a Anphisbenah faz. A "My Church" tem 5 minutos e 32 segundos de rifs animais, bateria avassaladora, vocais cavernosos e um baixo esmagador, sendo essa a última música própria do CD, pois a próxima é a "Rise Supreme", música essa original da demo "Initiates the Horrendous" mas regravada para completar esse CD. Aqui pode se notar que a banda teve uma grande evolução sonora desde 1998, quando foi lançada essa demo. A criação dessa música é muito boa, porém ela tem ainda um padrão mais próximo de um Death Metal "old school".
Méritos para Fábio Lentino (Nephasth) que produziu no Studio 1000, num total de 80 horas começando em Janeiro até Agosto de 2003, esse excelente CD! Realmente estão de parabéns todos que tramparam nesse álbum matador.
Foram 27 minutos e 48 segundos de uma pancadaria muito bem feita pelos gaúchos do Anphisbenah, que com certeza farão muito sucesso com esse CD, que ao meu ver entrará para a história do Death Metal brasileiro, sendo de uma qualidade extremamente empolgante para os fãs do estilo.
Tracklist:
  1. Perpetuation
  2. I Am the Resistance
  3. Marcha Funebre
  4. Testimony
  5. Into the Sickroom
  6. My Church
  7. Rise Supreme
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