Banda/Artista: Tributo Ao Vulcano
Título: Satanic Legions - A Tribute To Vulcano
Lançamento: Violent Records
Ano: 2010
Resenha por Alex Neundorf
Publicada no dia 21/06/2011

Bandas como o Vulcano podem, para grande parte dos frequentadores do GoreGrinder, dispensar maiores apresentações. No entanto, por uma questão de respeito com as gerações mais novas de apreciadores do estilo, é conveniente fazer uma breve introdução para esta resenha. Claro, material não falta na internet para os interessados se informarem sobre a biografia dessa gigantesca banda do underground nacional. A banda tem até verbete na Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vulcano_(banda)).

Pois bem, se o Stress é considerado a primeira banda de Heavy Metal a surgir no Brasil, o Vulcano é considerado a primeira banda, do que bem recentemente se convencionou chamar, “Metal Extremo”. Formada ainda no começo da década de oitenta (especificamente em 1981) na cidade de Osasco/SP por Zhema (Guitarra), Paulo Magrão (Guitarra) e Carli Cooper (Baixo), já nos anos seguintes mudam-se para Santos/SP e gravam seu primeiro material “Om Pushne Namah” (Single com quatro sons), além de uma demo (chamada “Devil on My Roof”) e um primeiro live-album (simplesmente intitulado “Live!” e que curiosamente e de forma inusitada veio antes dos full-lenghts de estúdio).

Sempre enfrentado muitos problemas, tais como mudanças constantes de formação e a dificuldade de penetração no nicho paulistano do Metal (muito mais afeito ao Heavy Metal de corte tradicional), mesmo assim lançaram nos anos subsequentes, obras antológicas para a história do Underground brasileiro, tais como: “Bloody Vengeance” de 1986, “Anthropophagy” de 1987, “Who Are the True?” de 1988, “Ratrace” de 1990, “Tales from the Black Book” de 2004 e “Five Skulls and One Chalice” de 2009.

Notadamente, é nos anos oitenta que a banda adquiriu toda essa aura de ‘cult’ que ostenta hoje. É a tríade de álbuns de 86-87-88 que faz do Vulcano uma banda clássica para o sub-gênero Black e Death Metal, além de um dos principais nomes, senão o principal, representativos do Underground nacional. O final dos anos oitenta é um momento marcado pela efervescência do Metal com nuances mais extremas no Brasil, fortemente influenciadas por bandas como Venon (e sua passagem pelo Brasil à época, tocando em conjunto com Exciter e o próprio Vulcano), Celtic Frost e Possessed, onde podemos destacar o Vulcano no estado de São Paulo e Sarcófago e Sepultura nas Minas Gerais, principalmente.

Atualmente, o Vulcano conta com Luiz Carlos Louzada nos vocais, Arthur Justo na bateria, Zhema Rodero e Fernando Nonath nas guitarras, e Diaz no baixo.

Pois bem, feita essa brevíssima digressão, esta resenha trata de um material tributo lançado em 2010, pela Violent Records do Luiz Carlos Louzada, vocalista não só do atual Vulcano, mas também com passagens pela banda no final dos anos noventa, além de outras bandas como Chemical Disaster, Predatory e Repulsão Explícita.

À primeira vista o que nos chama a atenção é o esmero do material gráfico. Tudo muito bem feito no plano artístico (arte da capa, encarte e box internos, etc.) e informacional (temos uma curta biografia no interior do encarte além de todas as informações necessárias sobre as várias bandas que compõe o tributo).

Com relação à arte da capa, um breve comentário: de autoria de Yuri d’Ávila ela, naturalmente e condizente com a banda, explora uma temática satânica. Temos dois seres representando, um deles talvez, o próprio cramulhão e outro uma súcuba auxiliar. Na mesa à frente, temos uma espécie de bola de cristal onde vemos uma imagem com os integrantes da banda e, espalhados a frente do tinhoso, quatro lp’s da banda (um diabo saudosista!!!). Não sei se entendi direito a mensagem, mas acredito que o diabo esteja (com o gestual que está fazendo) dando apoio e energia para a banda.

Com relação às músicas que compõe este material, são 24 sons de 24 bandas diferentes de diferentes localidades do país. A produção executiva é de Luiz Carlos Louzada e a masterização de Manoel Pereira. Como podemos adiantar, todas as bandas gravaram suas contribuições em lugares diferentes, com produções diferentes, portanto o ouvinte não espere a uniformidade sonora de um álbum solo. É até incrível o que eles conseguiram fazer aqui, tamanha a diversidade (são 24 sons diferentes!!!) de bandas. Realmente, é preciso dar os parabéns aos responsáveis por esse material. Não esperava a qualidade do que ouvi aqui, no que tange a uniformidade dos sons. Claro, as bandas também merecem os aplausos.

Mas vamos lá, a análise, música por música, banda por banda (deu um trabalho!).

A primeira banda a compor esse tributo é o Chemical Disaster. Banda conhecida no Underground nacional, que iniciou sua trajetória no início dos anos noventa e cujo álbum “Scraps of a Being” é uma verdadeira pérola do Death Metal. A música gravada foi “Witche’s Sabbath” da demo “Devil on My Roof” de 1984 (regravada em 1988 no “Who Are the True?”). Muito bem escolhida, pois se trata de um excelente som, exalando aquela atmosfera dos anos oitenta e que não contava com uma produção lá das melhores. Ouso dizer que essa regravação deu uma nova feição para esse som e realmente deu um up na música. É coisa rara de acontecer em tributos, isso de uma banda gravar e tornar ainda melhor uma música da banda original. Afinal, em geral, as bandas estão mais interessadas em gravar quase que exatamente o original. Sinceramente, não vejo muito valor nessa atitude. Acho que aqui, o Chemical Disaster mostrou que é possível melhorar o som da banda homenageada sim, sem desmerecer, menosprezar ou insultar o trabalho pioneiro. É um som bem simples (comparado com a atualidade), mas transbordando feeling. 

A segunda banda é o Orgy of Flies, banda goiana de Formosa, que já conta com mais de década de estrada, embora ainda não tenha debutado com um full-lenght (são três demos lançadas até hoje). Os caras regravaram “Spirits of Evil” do “Bloody Vengeance” (de 1986) com uma roupagem muito próxima da original. O som original, já apresentava um avanço considerável na sonoridade, com relação aos lançamentos anteriores: muito mais rápido e com uma brutalidade já se aproximando dos anos noventa. O Orgy of Flies, aqui, apostou numa qualidade melhor de produção e realmente conseguiu um resultado bastante satisfatório. Mas ai vêm a minha mente uma questão: para um tributo, o que é mais interessante, do ponto de vista do ouvinte, um cover ou uma versão? Particularmente, como tentei deixar claro na análise primeira, prefiro versões à covers. De toda forma, não há como desvalorizar essa regravação, os caras fizeram um trabalho muito profissional e audível.

Ai temos a regravação de “From the Black Metal Book”, música de um álbum bem recente (“Tales from the Black Book” de 2004), pela banda Infector. A banda já ficou conhecida com o bem aceito “Insane Deliriums”, full-lenght de 2006 (já resenhado aqui no site à época) e é de São Vicente/SP. No som original, temos um Vulcano ainda fortemente calcado na sonoridade oitentista. Na versão do Infector, temos uma brutalização da música que por pouco não a transforma em uma música diferente. As timbragens, a velocidade, a atmosfera bem mais carregada, mudaram bastante a música. Mas a identidade ainda está lá e é perfeitamente perceptível. Gostei muito dessa versão e acho que ela exemplifica bem uma questão que preocupa na hora de uma banda gravar um tributo: o cuidado que se precisa ter para não extrapolar e transformar a homenagem em um som novo, descaracterizando a original. Isso não ocorre aqui, vale lembrar. Ainda é a música do Vulcano, mas bem mais brutal.

O Maleficarum, banda de Black Metal de Fortaleza/CE, gravou o hino “Guerreiros de Satã” do álbum ao vivo “Live!” (regravada em 2004 no “Tales from the Black Book”). Achei que a regravação do Maleficarum ficou mais para um cover da regravação de 2004 do que uma versão para a de 1985. No entanto, muito bem gravado e produzido.

Incubus”, do álbum “Bloody Vengeance”, foi regravada pelo Hierarchical Punishment (banda que também já teve uma de suas demos analisada por aqui). E aqui também temos uma versão, com muita coisa modificada em relação à original. E para melhor. As timbragens, a velocidade um pouco mais rápida, a produção, ficaram exemplares. Nesta regravação, o som parece bem mais complexo do que originalmente o é, simplesmente porque a atmosfera esta mais densa e a produção deixa audível cada um dos instrumentos.

O próximo som é “Fall of the Corpse” do “Tales from the Black Book”. A banda é o Morfolk, das antigas e de São José dos Campos/SP. O som original é o mais próximo do Vulcano respirando os ares dos anos 2000, acredito. Na versão do Morfolk, temos uma modificação substancial na timbragem das guitarras principalmente.

O Predatory é uma banda da capital paulista de Thrash Metal, surgida em 1999. Participa desse tributo com a regravação de “Welcome to the Army” do álbum “Ratrace” de 1990. Na original, o som é bem, digamos, Thrash Metal. Nessa regravação, temos uma excelente gravação/produção e alguns detalhes que conferem uma renovação interessante para este som, tal como o solo de guitarra no início que cria uma atmosfera bem legal para a intro. Excelente versão.

A próxima música é “Devote to the Devil” do “Tales from the Black Book” de 2004, regravada pelo Abomydogs de Santos/SP, única representante do Heavy Metal da vertente mais tradicional, neste material. E olha, que excelente versão. É quase como se o Motörhead estivesse a tocando, o que não deixa de ser um elogio à banda, obviamente. A música foi bastante alterada em relação à sua versão original, nada que a descaracterizasse. Inclusive, a música ganhou um minuto a mais, nessa versão, com um meio mais atmosférico.

A banda Sepulcro (Juiz de Fora/MG) participa com “Total Destruição” do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2004 no “Tales from the Black Book”. Uma boa versão para esse hino Underground. Muito bem gravada, produzida e executada. Ficou mais sombria e atmosférica que a original.

Death Metal” do “Bloody Vengeance” de 1986 é nos apresentada pelo Front Attack Line, banda de Santos/SP. Outra excelente versão. Os caras aqui deram uma roupagem muito próxima da original, mas com uma produção muito superior. Com certeza, é uma revitalização para essa música, pois no original ela não contava com uma produção muito das melhores e as linhas de guitarra, que são um dos pontos altos desse som, ficavam muito baixas em termos de volume. Nesta regravação, o Front Attack Line trouxe para frente essas linhas de guitarra, o que deixou a música com um apelo muito mais atual. Acho que é até agora uma das melhores ‘atualizações’ do tributo, digamos assim.

A faixa 11 é “Fallen Angel” da demo “Devil on My Roof” de 1984, executada pela tradicional banda de Osasco/SP, Pentacrostic. E foi uma escolha perfeita, pois se encaixou perfeitamente com a proposta mais voltada para um slow Death, Doom mesmo, da banda paulista. Afinal, essa talvez seja a música mais lenta, em termos de andamento, do Vulcano. Excelente contribuição, roupagem renovada sem perda de identidade.

O Blasphemical Procreation, banda de Black Metal de Juiz de Fora/MG, contribui com sua regravação de “Holocaust” do “Bloody Vengeance” de 1986. Boa versão, atualizou o som e deu uma roupagem diferente para a música. E como soou bem nesse filtro Black Metal.

Do “Bloody Vengeance” de 1986 (e quase completando uma homenagem especial para este álbum) temos “Dominios of Death”, regravado pelo Gorempire (banda de Cuiabá/MT). Olha, excelente versão. Deixaram a música Grind. Muito bom mesmo. Apenas achei a produção um pouco abaixo da média até agora. Tá tudo bem embaralhado e excessivamente denso. Claro, talvez por opção da banda e do subgênero, embora ache que poderia ter sido feito com um pouco mais de clareza.

Prisoner from Beyond” (da demo “Devil on My Roof” de 1984) é contribuição da banda de Heavy/Black Metal Chaosmaster (Santos/SP). No original é um som bem diferente (do que Vulcano faria posteriormente) e realmente se aproxima muito de uma vertente mais tradicional (poderia mesmo ser incluída, na imaginação, no “SP Metal I”). A faixa é mal gravada e mal executada no original, portanto, material excelente para uma regravação. Foi o que o Chaosmaster fez. Deu vida nova a um som que estava morto. Excelente versão.

A 15ª faixa é “Ready to Explode” (mais uma do “Bloody Vengeance”) e gravada pela única banda estrangeira, o Impiety (banda tradicional, de 1990, de Singapura). É um dos sons do Vulcano mais rápidos, menos de dois minutos. E a banda gringa faz uma excelente versão, mais rápida ainda, brutal, deixando mais nítida as linhas de guitarra, que são um aspecto marcante desse som. 

The Signals”, ao próximo som, é mais uma da demo “Devil on My Roof” e foi regravada pela banda Repulsão Explícita. Acho que as bandas que escolheram essa demo para homenagear foram extremamente felizes, pois acho que são as músicas que mais dão espaço para as bandas apresentarem suas identidades próprias e até mesmo melhorarem as originais, por que não? Aqui, os caras de Santos/SP, ‘crossoverizaram’ a música original. Ficou fudidassa! Aquela introdução original ficou infinitamente melhor na versão.

Red Death”, única faixa homenageada, até aqui, do “Anthropophagy” de 1987, foi regravada pela banda curitibana de Black Metal Aqueronte (por sinal, a única banda representante da região sul). A música original conta com uma péssima produção, mas é uma das melhores do álbum. A regravação feita pelos caras do Aqueronte tornou-a uma das melhores versões Black Metal do tributo. Ouve o esmero de criar toda uma atmosfera densa que atravessa quase toda a introdução da música. Muito boa.

A próxima faixa é “The Bells of Death” do “Tales from the Black Book” de 2004. Som executado pela banda manauara Brutal Exuberância. E aqui a banda fez uma grande modificação: traduziu a letra e gravou-a em português. Ficou do caralho. “Eles só querem morrer”, ficou cutucando na minha cabeça. É um refrão digno de hino. Maravilhoso. Só demonstra como a nossa língua portuguesa pode ser bem utilizada. Porém, a qualidade da gravação/produção ficou aquém, inclusive, da original. 

Besta Cibernética” é a única música regravada do single “Om Pushne Namah” de 1983. Coube à banda paulistana de Thrash Metal Breakdown homenagear esse que provavelmente é o primeiro registro de uma banda de Metal Extremo no Brasil e América Latina. O som original é tosco, mas até mais bem gravado/produzido que a demo de 84. Tem uma nítida influência da NWOBHM (Iron Maiden, claramente). Como já disse, essas gravações antigas são uma excelente oportunidade para as bandas do tributo. E o Breakdown não deixou por menos. Fez uma excelente versão. Transformou o Heavy Tradicional da original para um Thrashão de tirar o fôlego. Uma das melhores versões e um destaque com certeza. “Existe algo estranho no ar, além de poluição... é a besta cibernética que aniquila o homem”. Demais.

A 20ª faixa do tributo é “Gates of Iron” do “Tales from the Black Book”. É executada pela banda Death Metal Midnightmare (Santo André/SP). A original é marcante pelo riff com palhetada rápida. Na versão achei que esse detalhe ficou muito embaixo. A produção enfatizou a densidade do som o que acabou encobrindo as guitas. Boa versão, mas com ressalvas.

A banda Thrash Metal Ready to Explode (de Mongagua/SP) regravou a “Riding in Hell” do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2009 no “Five Skulls and One Chalice”. No original, do curioso álbum ao-vivo da banda, incrivelmente (para a época e para um álbum ao vivo) o som é extremamente bem audível. Com certeza é um dos melhores registros ao vivo da época. Porém, essa música necessitava de um registo de estúdio (detalhe corrigido com o álbum de 2009) e os caras do Ready to Explode souberam explorar isso. Boa versão Thrash Metal.

O tradicionalíssimo Nervochaos regravou “Legiões Satânicas” do álbum ao vivo “Live!” de 1985 (regravada em 2009 no “Five Skulls and One Chalice”). Que excelente versão. Trouxeram para frente aquelas linhas de guitarra características na intro e tornaram a música, como um todo, mais veloz e cadenciada (a original tinha pouco mais de cinco minutos, na versão pouco mais de três minutos!).

Do “Anthropophagy", temos a F.T.W. (Fuck the War) regravada pelos caras do Unborn (banda de Imperatriz no Maranhão). Excelente versão aqui também. Death Metal brutal, rápido e bate-estaca, é no que se transformou a música original.

O Eighteenth Angel é mais uma banda de Cuiabá/MT e participa desse tributo com a faixa título do álbum de 1986, “Bloody Vengeance”. A banda preservou a música original, mas deu um peso assombroso a atmosfera do som. Ficou muito boa e plenamente audível.

Fim. E agora vamos às considerações finais e mais gerais.

Algumas coisas que gostaria de notar: um percentual significativo de bandas optou por regravar sons mais recentes, do álbum de 2004 “Tales from the Black Book”, o que me faz pensar que existe uma conexão desse fenômeno com o fato de a maior parte das bandas serem de Death Metal.

O “Bloody Vengeance” de 1986 foi quase homenageado em sua totalidade, faltando mesmo apenas a faixa intro “Voices from Hell” (ela se conecta a oitava faixa do álbum, “Bloody Vengeance”). De toda forma, isso só reforça a aura de ‘cult’ e ‘clássico’ desse álbum.

No que tange a concepção de um tributo: geralmente as bandas tendem a modificar suas versões através da utilização de suas timbragens características, da mesma forma que o vocal também muda de acordo com as características do vocalista. Algumas bandas vão mais além e alteram também a velocidade das músicas, conferindo um andamento mais rápido com relação às originais, ou então, dando uma cadenciada mais forte ao som original (o batera é o responsável por isso).

No que tange este tributo, em específico: no geral, todas as bandas (sem exceções) contribuíram com roupagens diferentes, com re-atualizações, dando vida nova a muitos sons do Vulcano. Fiquei muito satisfeito em ouvir versões para músicas dos três primeiros lançamentos principalmente, pois eram os sons de uma banda ainda em fase de amadurecimento e se encontrando com seu estilo próprio. Ou seja, essas músicas eram o material mais apropriado para as bandas fazerem versões (e não somente covers). 

Um detalhe geográfico: a maioria das bandas (dezesseis para ser mais exato) são da região sudeste (ainda um dos polos do gênero), região sul com apenas uma representante, região norte igualmente com uma, região nordeste com duas, região centro-oeste com três, mais uma estrangeira. De toda forma, a coletânea conseguiu ser bastante representativa, em relação às dimensões continentais do nosso país.

Para finalizar, gostaria de parabenizar cada um dos envolvidos nesse trabalho, tanto idealizadores, produtores, como também cada banda partícipe. É incrível o que foi feito aqui. Todos com extremo profissionalismo. Esse tipo de material também oferece um bom diagnóstico de como anda a saúde do Metal no país. Apesar de representarem apenas um nicho específico (a infinidade de bandas que surgem a cada ano no país é gigante), bandas que cultuam o lendário Vulcano, temos aqui, sim, um excelente prognóstico: podemos esperar muito mais, em termos de Metal, neste país.

Tracklist:

01. Witche’s Sabbath (Chemical Disaster) da demo “Devil on My Roof” de 1984 e regravada em 1988 no “Who Are the True?”

02. Spirits of Evil (Orgy of Flies) do “Bloody Vengeance” de 1986.

03. From the Black Metal Book (Infector) do “Tales from the Black Book” de 2004.

04. Guerreiros de Satã (Maleficarum) do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2004 no “Tales from the Black Book”.

05. Incubus (Hierarchical Punishment) do álbum “Bloody Vengeance” de 1986.

06. Fall of the Corpse (Morfolk) do “Tales from the Black Book” de 2004.

07. Welcome to the Army (Predatory) do ‘Ratrace” de 1990.

08. Devote to the Devil (Abomydogs) do “Tales from the Black Book” de 2004.

09. Total Destruição (Sepulcro) do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2004 no “Tales from the Black Book”.

10. Death Metal (Front Attack Line) do “Bloody Vengeance” de 1986.

11. Fallen Angel (Pentacrostic) da demo “Devil on My Roof” de 1984.

12. Holocaust (Blasphemical Procreation) do “Bloody Vengeance” de 1986.

13. Dominios of Death (Gorempire) do “Bloody Vengeance” de 1986.

14. Prisoner from Beyond (Chaosmaster) da demo “Devil on My Roof” de 1984.

15. Ready to Explode (Impiety) do “Bloody Vengeance” de 1986.

16. The Signals (Repulsão Explícita) da demo “Devil on My Roof” de 1984.

17. Red Death (Aqueronte) do “Anthropophagy” de 1987.

18. The Bells of Death (Brutal Exuberância) do “Tales from the Black Book” de 2004.

19. Besta Cibernética (Breakdown) do single “Om Pushne Namah” de 1983.

20. Gates of Iron (Midnightmare) do “Tales from the Black Book” de 2004.

21. Riding in Hell (Ready to Explode) do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2009 no “Five Skulls and One Chalice”.

22. Legiões Santânicas (Nervochaos) do álbum ao vivo “Live!” de 1985 e regravada em 2009 no “Five Skulls and One Chalice”.

23. F.T.W. (Fuck the War) (Unborn) do “Anthropophagy” de 1987.

24. Bloody Vengeance (Eighteenth Angel) do “Bloody Vengeance” de 1986.

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Naldo  comentou:
Valeu Alex Neundorf, a cerca do trabalho de todas as ficamos muito felizes com o seu cometário gostamos de criticas sinceras, pois é partir delas que vamos evoluindo nosso som. Aproveito e convido a todos para assistir nosso Clipe intitulado Futuro Incerto, musica que fará parte de nosso novo trabalho. http://www.youtube.com/watch?v=h9WfgkcZMqc Forte Abraço Naldão(Vocal)
30/09/11 às 10:01 Hs
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