Banda/Artista: Torture Squad
Título: Hellbound
Lançamento: Hellion Records
Ano: 2008
Resenha por Rodrigo Simetti
Publicada no dia 22/05/2009
Nota: 9,0

Torture Squad - Hellbound

 

O Torture Squad é uma das bandas extremas nacionais de maior repercussão no cenário nacional e internacional da atualidade, acho eu que perdendo apenas para o Krisiun. No momento de gravação desse álbum a banda contava com Vitor Rodrigues (vocal), Castor (baixo), Amilcar Christófaro (bateria) e Mauricio Nogueira (guitarra), esse ultimo já não faz mais parte da banda.

O titulo Hellbound significa algo como “preso ao inferno” ou também “fronteira do inferno”, o que tem muito a ver com a temática abordada nas letras da banda. A arte da capa é um trabalho excelente e retrata muito bem o que ele expressa, nela pode se ver a base e as raízes de uma arvore gigantesca dentro de um lago (ou algo do tipo) em meio a um nevoeiro, no tronco notasse uma face de caveira, da base parecem sair espíritos amaldiçoados ou almas penadas e tudo isso acompanhado de um céu fechado por nuvens negras, as cores usadas dão um ar gélido a capa.

Mas falando sobre a música: A intro MMXII já leva você ao clima do álbum, começa “tensa” e cria um clima mais ameno depois, o nome faz referencia ao ano de 2012 que é o ultimo ano do calendário Maia, o que muitos dizem ser o fim do mundo. Eis que começa a primeira musica porrada do CD, Living for the Kill é do tipo thrash metal descarado, com direito a um riff “para chamar a galera”, do tipo que você escuta e sai correndo para a quebradeira, alias essa é uma palavra que descreve bem esse som, pois desde o clima que ele cria até o instrumental é quebradeira total, quando você escutar a introdução da musica entenderá perfeitamente. Quando você acha que vai ter um tempo para descansar vem The Beast Within, que poderia facilmente ser a continuação da anterior, pois o thrash metal continua comendo solto aqui, e novamente com direito a aquela chamadinha da guitarra para todo resto, mas depois temos umas partes mais cadenciadas e levadas muito interessantes da bateria, que é um destaque a parte desde o começo do álbum. The Fall of Man leva a uma mudança se comparada as anteriores, aqui quem comanda é o death metal, como direito a blast beat comendo solto, refrão com palavras simples e grudentas (“Termination, Execration, Domination...”), um solo do tipo “vou tocar um monte de notas aqui” que combina muito bem com a levada da musica. A musica seguinte é a faixa titulo do single lançado anteriormente pela banda Chaos Corporation, que tem um dos refrões mais pegajosos dos que ouvi ultimamente (duvido que você não vá lembrar depois de ouvir), a musica é a clássica que você começa a ouvir e fala “É Torture Squad!”, inconfundível o estilo da banda, gostei dos blast beat usados aqui, que se diferenciam dos normalmente usados pelo Amílcar, como todas as outras até aqui ela tem aquela levadinha “bater cabeça” que a banda nunca deixa faltar. Começam uns barulhos estranhos e vem um pequeno dialogo entre dois padres, é Man Behind the Mask, a bateria durante o dialogo é mais uma vez destaque, o riff seguinte é para sair quebrando tudo mais uma vez, mas tomara que reste algo, pois depois do berro ensurdecedor que Vitor da para iniciar o vocal vem mais quebração que vai até o fim da música, o refrão da musica é uma passagem com a marca “TS”, quebradeira instrumental do melhor estilo. Pegando a deixa vem Cyberwar, que começa com a marcação no ride e vai puxando o resto dos instrumentos aos poucos até cair em um riff “bangear”, fato que ocorre muito nessa música, o vocal está com uma linha diferente das comumente usadas pelo Vitor, os blast beat aqui são encaixados com uma perfeição de mestre, essa música se difere bastante das outras apresentadas no álbum em minha opinião, pois conta com riffs um pouco diferentes daqueles usados pela banda. Em Twilight for All Mankind escutamos uma introdução com violão a la cigana, que depois é acompanhado por uma cozinha cadenciada e bem marcada e no lugar do violão temos a guitarra, quando tudo para se ouve apenas uma microfonia que puxa um riff mais um pra chamar todo mundo para ver o que vem em seguida é o que se tem é mais um thrash metal porrada! Na verdade aqui a banda mostra bem o porquê de ser uma banda de death/thrash, o refrão é death metal total; no meio da música temos mais uma vez a passagem inicial de violão, dessa vez acompanhada pela bateria e pelo baixo, que acaba caindo em uma levada extremamente interessante (Acho que o ponto mais inovador do álbum) e depois temos uma passagem breve que traz novamente o thrash metal e a quebração. The Four Winds conta somente com o som do violão, tem uma levada mais clássica, e me lembra alguma musica que já ouvi (procurei, mas não achei, pois não sabia qual), tem uma melodia bem agradável e serve para dar um tempo antes da finalização do álbum. A ultima música do álbum leva o titulo do mesmo, Hellbound, e começa com um clima oriental (feito por uma cítara!), e vem naquele clima mais cadenciado, mais que o comum da banda até; tem algumas passagens curtas que lembram marchas e a caixa lembra chamadas militares; mais perto do fim a música tem uma levada thrash que da uma quebra bem legal no clima criado por ela anteriormente, que era algo mais “épico”, e no finalzinho temos aquele mesmo clima oriental do começo.

Depois de ouvir todo o álbum uma palavra define bem todo o trabalho: Destruição! Do começo ao fim fica difícil não citar a quebradeira que acontece nas músicas, apesar de todas serem diferentes umas das outras, em sua essência elas tem uma levada que já é característica da banda e torna suas músicas inconfundíveis para quem conhece um pouco do trabalho deles. Com esse trabalho eles atingiram um novo patamar e espero que o próximo siga as mesmas linhas.

Tracklist:
1. MMXII
2. Living for the Kill
3. The Beast Within
4. The Fall of Man
5. Chaos Corporation
6. Man Behind the Mask
7. Cyberwar
8. Twilight for All Mankind
9. The Four Winds
10. Hellbound
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