Banda/Artista: Flashover
Título: Superior
Lançamento: Distro Rock Store Rec.
Ano: 2008
Resenha por Alex Neundorf
Publicada no dia 06/01/2009
O Flashover, de Taguatinga (Distrito Federal), traz neste “Superior” a nítida marca da evolução! Comparado com os anteriores, “Infamous Country” de 2001 e “Land of Cannibals” de 2003, neste terceiro full-lenght do grupo ouve-se uma qualidade beirando a alcunha de “impecável”. Quem ouve o material de 2001 e 2003 pode comparar e até verificar o que se manteve: um som simples e sem firulas, direto e com muito feeling, visceral e enérgico!!! Notadamente a influência do thrash metal alemão (em específico do Kreator) ainda se manteve, somada, neste último lançamento, a do Torture Squad. Dessa forma, “Superior” pode ser mesmo insinuado, num jogo de palavras e parafraseado a letra da faixa de abertura/título, como nem deus nem diabo, apenas uma criação que não pode morrer... Apenas um fudido thrash metal! Iniciando com a apresentação do CD, de cara percebemos que a capa merece um destaque pelo bom gosto: simples, mas dizendo “algo”! É clara a referência ao personagem da mitologia grega “Atlas”, que carrega o mundo por sobre os ombros. Mas não é um Atlas qualquer, é um Atlas Headbanguer!!! A qualidade sonora é bem superior à dos materiais anteriores sem sombra de dúvida e se deve com toda certeza ao tempo que este álbum levou para maturar (quase 5 anos desde o “Land of Cannibals”) e também a experiência do estúdio onde gravaram: o Orbis Estúdio (onde já gravaram Violator o seu “Violent Mosh”, o Valhala com seu “Petrean Self”, vários do D.F.C., além do “Land of Cannibals” do próprio Flashover). Itazil Júnior (Vocal/Guitar), Daniel (Bass/Vocal), Fernando Cezar (Guitar) e Rafael Piu-Piu (Drums), começam este trabalho com a faixa que dá nome ao álbum. “Superior” é um início mais que apropriado, pois já inicia com muita força e vitalidade, declarando o que será o refrão da música (logo após a virada de bateria): “I am superior imortal in your mind/I’m not a god I’m not a devil/Just a creation thath can not die”. O som organiza-se em torno de ótimos riffs, notadamente aqueles que servem de base para os vocais que são os mais cativantes! Bateria e baixo precisos e vocais a la Kreator em um linha bastante constante! Claramente esse som tem tudo para se tornar mais um clássico da banda junto com as faixas “Metal Blood” e “Treating Eyes” do Land (faixa que gerou o único videoclipe da banda até o momento). A próxima faixa, “Season in Hell” inicia de uma forma mais lenta e demorada. O que chama mais a atenção nessa faixa é a linha diferente de vocal de Daniel que é usada na primeira estrofe e que lembra um Dismember atual, além da ligeira lembrança, na parte instrumental, a bandas como Slayer, Destruction, Venom, e até em alguns momentos ao Death Metal. Após nosso “momento no inferno”, vamos para "Hatestorm" que é onde melhor pode se reconhecer as influências do Flashover. A faixa lembra em algum momento do refrão ao respectivo refrão da The Unholy Spell do Torture Squad: “Under the clouds of the hate storm” com uma cadência quebrada. Excelente refrão! Seguimos então “fora de controle”, para "Out of Control". Talvez a mais lenta e cadenciada do álbum todo! Apesar de quebrar um pouco o ritmo do play, é um som bastante cativante, mais por conta do “clima” que antecede o refrão: “out of control, out of control...”!!! O som também se torna interessante pelos vocais revezados entre Itazil (que faz a linha mais Thrash tradicional) e Daniel (numa linha mais Death old school). A quinta faixa, "Blood of Fire", tem um pré-refrão tão cativante e empolgante quanto o próprio refrão. E é a faixa mais curta do álbum. A próxima faixa, "Gods Metal War", tem um início tão empolgante que é impossível não bater cabeça ouvindo-a!!! E um refrão também bastante interessante: “Toghether side by side/forever we will side”. A seguir, "Welcome to Disaster" começa seca e rasteira, sem enrolação e firulas, direta no pescoço! Depois do primeiro refrão, uma parada e um curto interlúdio de baixo e a música recomeça mais lenta e cadenciada para fechar com a velocidade inicial. Como em um desastre cataclísmico, após a destruição inicial seguida de um recomeço lento e reconstrução do que sobrou, uma nova destruição e o ciclo recomeça. Esta faixa também conta com a participação de Pablo Vilela (Dynahead e Rattlesnake) executando o solo (ele também participará em "Balls to the Wall"). Então seguimos para "Underground" (um som que já é um hino do play) que é sem sombra de dúvida um destaque de Superior! Que som maravilhoso! Não só por conta das participações (nos vocais: Fernando Lima (Drowned) e Vitor Rodrigues (Torture Squad); no solo: Pedro Junior (Elffus), que por sinal foi uma escolha excelente, pois executa um solo muito bom de ouvir) que dão um toque ainda mais interessante ao som, mas pela própria qualidade da composição! E hino que é hino, precisa ter um refrão cativante e que todo mundo cante em uníssono: “Underground forever eternal/Underground spirit in fight/Underground forever eternal/Underground”. Para fechar o play, uma faixa que é muito mais um bônus (o álbum fecha de maneira magistral com o som anterior), afinal é a união de uma regravação do primeiro full de 2001 e mais um cover do Accept. Em "Balls to the Wall" vemos uma versão muito mais pesada que a original e que deve ter dado trabalho para deixar como ficou. Destaque para as participações de Carlos Souza (vocalista do Blazing Dog) e de Robson Andeoli (do Abhorrent, que contribuiu com os backing vocals). Um balanço geral poderia concluir para este play, que ele é um dos melhores lançamentos do Thrash metal nacional em 2008. O trampo das guitarras com riffs excelentes e cativantes claramente são o destaque desse trabalho; cozinha precisa e impecável que não deixa nada a desejar; vocais carismáticos e letras/fraseados empolgantes; qualidade de gravação ótima; produção e apresentação acima de qualquer expectativa! Uma palavra poderia resumir tudo isso: Superior!!!
Tracklist:
1. Superior
2. Season in Hell
3. Hatestorm 
4. Out of Control 
5. Blood of Fire 
6. Gods Metal War
7. Welcome to Disaster 
8. Underground 
9. Flesh and Blood + Balls to the Wall (Accept)
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