Banda/Artista: OPHIOLATRY & ABHORRENCE
Título: Split CD
Lançamento: Malignant Art Distribuição
Ano: 2005
Site oficial:
Resenha por Carrascu
Publicada no dia 31/01/2006
Nota: Ophiolatry: 8,0 - Abhorrence: 9,0
Um trampo brutal, extremo e de alta qualidade! Se eu for começar a resenha pelo resumo, seriam essas palavras que descreve o poderio do primeiro lançamento da Malignant Art Distribuição. Ophiolatry e Abhorrence executam um som extremo e brutal, como já é de conhecimento de quem acompanha o metal extremo nacional.
O trampo gráfico ficou excelente, na frente vem a capa da banda paulista Ophiolatry, onde Jesus Cristo é totalmente dominado pela serpente em meio a chamas, tudo em tons de cinza. A capa da banda Abhorrence é um símbolo muito interessante que envolve espadas, caveiras, serpentes e uma cruz invertida ao fundo desse símbolo, seguido do logo da banda no alto, um desenho muito bem feito pelo conhecido desenhista Joe Petagno, que já criou capas para bandas como Motörhead, Marduk e etc. Junto com esse material vem um poster do split com as fotos dos integrantes das duas bandas e suas respectivas capas desse CD, um trabalho de excelente qualidade. Dentro do CD, além do encarte onde consta informações, nome das músicas das duas bandas, letras e foto apenas da banda Abhorrence vem também um folheto de divulgação das camisetas que as bandas vendem. O trampo gráfico está muito bom mesmo, bastante informativo e de extrema qualidade, raramente se vê um lançamento tão profissional.
O CD começa com a banda Ophiolatry e a primeira música é a Havoc, que é extremamente rápida e brutal, porém logo se nota o som estranho da bateria, que ficou muito artificial nesse método de gravação escolhido pela banda. O som da bateria soa como uma bateria eletrônica, e o pior é que está muito na cara isso, existem bandas que usam desse artifício porém conseguem disfarçar bem, mas nesse caso a Ophiolatry não foi feliz. Infelismente esse é o ponto péssimo da gravação, pois o resto está excelente! As linhas de guitarra são muito criativas e rápidas, o som soa muito bem, o timbre é ótimo demonstrando muito peso e velocidade, em meios a harmônicos rápidos o que deixa a música muito brutal. O vocal é extremamente gutural, as vezes se juntam a backings gritados com efeitos. Em seguida vem um cover do Napalm Death na versão da Ophiolatry, a música Scum ficou estupidamente rápida e brutal, mas infelismente a bateria, que não deixa de ser rápida, ficou muito estranha. A terceira música é a Impaling the Christian Race que já tem uma gravação diferenciada quanto as músicas anteriores. Essa música foi gravada em 2001 no estúdio Da Tribo. A bateria ficou mais "real" porém um pouco baixa, mas ainda auditível. A música segue a linha da Ophiolatry: velocidade, quebraceira, brutalidade e um vocal cavernoso por cima. A música é excelente, os riffs são muito bons e o solo não é daqueles enjoativos e sim muito bem encaixados na música. Os destaques dessa banda são realmente a velocidade e a brutalidade, é impressionante tamanha criatividade e entrosamento exercida pela Ophiolatry. A próxima música foi gravada ao vivo no Tenis Clube Tremembé em São Paulo no ano de 2001. A Opposite Monarchy é originalmente do debut da banda Anti-Evangelistic Process lançado em 2002. A gravação ao vivo está excelente, se ouve tudo, mas claro sempre há um probleminha com a mesa como no caso dos solos onde ficou extremamente alto demais quando esses foram executados, mas nada que tire o brilho dessa ótima demonstração de destruição e blasfêmia ao vivo. Não se ouve muito do público, somente antes e depois da música, mas o que se ouve da banda já é o bastante para ter uma noção do que deve ter dado de empolgação na frente do palco.
A próxima banda do split é a gaúcha Abhorrence detonando um brutalíssimo Death Metal, com uma bateria devastadora e riffs cortantes. A primeira música dessa excelente banda é a Evoking the Abomination que tem uma pegada muito forte, bateria com bumbos duplos constantes e um vocal gutural não muito fechado, mas bem encaixado. Essa música é originalmente do álbum "Evoken the Abomination" de 2001 e mostra variações na bateria que a princípio dava impressão de ser reta e com algumas viradas "a lá Krisiun" porém há uma criatividade maior aqui do que na banda citada. Os riffs são criativos, rápidos e pesados, o timbre é um pouco "digital" demais, porém não afeta muito na música, o som continua extremo e agressivo. O vocal muito bem encaixado porém um pouco abaixo do que seria ideal, mas nada que afete na música, se ouve tudo normalmente. Depois de excelentes 4 minutos de brutalidade com qualidade vem a segunda música da banda nesse split que se chama Shatterer Merciless que "não deixa a peteca cair", demonstra que a banda realmente é brutal e extremamente veloz, não existem partes lentas, a bateria é muito rápida e varia de acordo com riffs característicos do estilo. Essa música tem outra gravação, que foi feita por Tchelo Martins em Março de 2004, e não demonstra uma boa mixagem pois a bateria está um pouco baixa, se for comparar com a música anterior, e o vocal também. Mas esse tanto baixo na bateria é pouca coisa, porém no vocal já dá uma diferença legal, infelismente. Se ouve a música tranquilamente, não é nenhum absurdo de mal mixado, são apenas detalhes pois a música é muito criativa, mostrando partes variadas fazendo com que o som da Abhorrence seja de ótima qualidade, não dando aquela sensação de enjôo característico de algumas bandas monótonas desse estilo. A próxima é a Blackest Execration que tem a mesma gravação feita por Tchelo em 2004. O estilo da banda não muda, o som começa sempre em extrema velocidade com riffs velozes e bateria na velocidade da luz. O vocal bem encaixado do também baixista Marcello Marzari é muito bom porém lembra bastante o Alex Kolesne do Krisiun. Os solos sempre seguidos de uma guitarra base, porém a banda só tem o Rangel Arroyo como guitarrista, então ao vivo o som deve ser um pouco diferente por justamente não ter uma guitarra base na hora dos solos. Mas no geral as músicas do Abhorrence são de extrema qualidade, pra quem curte um som brutal e bem tocado, com certeza essa é uma ótima pedida. A última música do split e da Abhorrence nesse CD foi gravada ao vivo no Arena em 2005. A música Sacrificial Offerings segue a linha da banda e aqui se pode notar a falta de uma guitarra base nos solos. Fica estranho quando se acostuma a ouvir o som da banda com uma guitarra base nos solos, e ao vivo sem ela. Bom, tirando esse detalhe o resto são só elogios, a bateria de Fernando Arroyo não é brincadeira não, na hora do vamos ver ele massacra qualquer tímpano ali presente, o cara é extremamente veloz. Aqui a banda mostra seu ótimo entrosamento e a gravação está boa porém a guitarra está um pouco baixa, mas ainda auditível, e nos solos ela "toma fôlego" e aparece bem. A Abhorrence encerra sua ótima participação nesse excelente split lançado pela Malignant Art, que está de parabéns pelo profissionalismo e pela qualidade. Com esse excelente trabalho feito pela gravadora se pode esperar agora grandes lançamentos em breve e sempre com muito respeito ao povo underground do metal extremo nacional.
Tracklist:
Ophiolatry

01. Havoc
02. Scum (Napalm Death cover)
03. Impaling the Christian Race
04. Opposite Monarchy (live)

Abhorrence

05. Evoking the Abomination
06. Shatterer Merciless
07. Blackest Execration
08. Sacrificial Offerings (live)
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